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Após queda da MP da taxação das bets, Isnaldo Bulhões será chamado por Haddad

Ministro deve conversar sobre o rombo criado com a retirada de receita

13/10/2025 16h04 - Atualizado em 13/10/2025 17h05
Após queda da MP da taxação das bets, Isnaldo Bulhões será chamado por Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve convidar o deputado Isnaldo Bulhões (MDB) para uma conversa ainda esta semana. Bulhões é o relator do orçamento de 2026, que sofreu impacto direto após a derrubada, pela Câmara, da MP que injetava cerca de R$ 17 bilhões à peça orçamentária.

A MP 1303, editada pelo governo como uma alternativa ao aumento do IOF, definia aumento nas alíquotas de empresas de apostas (Bets) e também sobre grandes fortunas. A Câmara retirou a MP da pauta, o que a fez perder a validade na última quarta (8).

Em conversa com a imprensa, Haddad não descartou nem mesmo mexer no orçamento destinado às emendas parlamentares, mas ressaltou que deve conversar primeiro com o alagoano.

“Nós temos tempo. Vamos usar esse tempo para avaliar com muito cuidado cada alternativa. Vamos conversar com o relator do Orçamento porque isso tem um impacto orçamentário importante em emendas, em investimentos”, disse o ministro.

Segundo a imprensa nacional, Bulhões já começou a se movimentar no sentido de encontrar soluções para a queda na arrecadação, proveniente da derrubada da MP. Antes mesmo da votação, o deputado já havia conversado com outros membros da comissão mista de orçamento sobre o assunto.

Entretanto, o tempo para uma solução é escasso, considerando que ainda é necessária a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, para só então se iniciar a apreciação do Orçamento - o que precisa ser feito até o recesso legislativo, em meados de dezembro.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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