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Disputa por segunda vaga de federal no PSD ganha mais uma forte concorrente

Advogada vem ganhando fama após defesa enfática da causa de gênero

29/04/2026 17h05 - Atualizado em 29/04/2026 18h06
Disputa por segunda vaga de federal no PSD ganha mais uma forte concorrente

O recente debate gerado pelo discurso do deputado Antonio Albuquerque, sobre o paradeiro de um acusado de estupro que está foragido no interior do estado, acabou por causar mais um efeito, desta vez político.

Foi a advogada da vítima do estupro, Júlia Nunes, que foi impulsionada nas redes e na opinião pública. Nas últimas 24 horas, não se fala de outro assunto - a não ser na troca de acusações entre a advogada e o deputado.

Episódio que, por óbvio, tornou o nome de Júlia ainda mais conhecido entre o eleitorado - especialmente entre as eleitoras, e mais ainda entre as mulheres que foram ou conhecem alguma vítima de violência de gênero.

Júlia não fala sobre o assunto, mas utiliza sua visibilidade para estabelecer ainda mais sua imagem e buscar, em outubro, uma vaga na Câmara dos Deputados. Nos momentos finais da janela, a advogada filiou-se ao PSD de Luciano Amaral - ou seja, é mais uma que chega forte para almejar a segunda vaga da chapa.

A advogada chega para disputar um eleitorado chamado de ‘voto de opinião’, aquele que em 2022 foi destinado a Alfredo Gaspar; e que nesta eleição, deve ser pulverizado entre alguns candidatos, com Júlia entrando nesse grupo.

Vale lembrar: os analistas dizem que em caso de Luciano Amaral conseguir superar a barreira dos 150 mil votos, é possível que o PSD eleja o segundo deputado com um número entre 40 e 50 mil votos.

Rute Nezinho, Davi Maia, Samyra do Basto, Júlio Cézar, Thaís Canuto - e agora Júlia Nunes, todos tem potencial para alcançar essa votação, segundo a turma das contas.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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