Mario Frias insinua que Paulo Gustavo não morreu por causa da Covid-19
Na transmissão ao vivo, o secretário especial de cultura chamou a classe artística de hipócrita e elogiou Bolsonaro
Secretário Especial da Cultura do governo federal, Mario Frias participou na segunda-feira, 14 de fevereiro, de uma live realizada no canal do YouTube de Eduardo Bolsonaro, filho mais velho do Presidente da República, Jair Bolsonaro, e disse que Paulo Gustavo não teria morrido por conta das complicações do coronavírus. A live tinha como objetivo o debate ao projeto da Lei Paulo Gustavo, que disponibilizará cerca de R$ 3,8 bilhões para a área cultural, afim de reduzir os impactos causados pela paralisação do setor por conta pandemia. No ano passado o projeto de lei já foi aprovado no Senado e nesta terça-feira, 15 de fevereiro, acontecerá a votação na Câmara dos Deputados para avançar nos próximos passos.
Segundo Mario Frias, a informação de que Paulo Gustavo não morreu em decorrência da Covid-19 teria sido dada durante uma ligação com uma amiga próxima do comediante enquanto ainda estava internado. O ex-ator carioca ainda afirmou que o presidente Jair Bolsonaro teria entrado em contato com a família do ator para se colocar à disposição caso precisassem de alguma ajuda e, por isso, o político foi atrás de amigos em comum para conseguir se aproximar da família.
“Cheguei numa amiga muito próxima do Paulo Gustavo. Uma até que logo depois do falecimento dele fez campanha, chorou, xingou o presidente, fez aquele papelão ridículo de quem pro público faz uma coisa e na vida real faz outra, que é muito hábito de artista“, comentou.
Na transmissão ao vivo, o secretário especial de cultura chamou a classe artística de hipócrita e elogiou Bolsonaro, que, segundo ele, se dispôs a ajudar mesmo com os ataques recorrentes que sofre dos artistas. Além disso, ele citou os discursos da mãe de Paulo Gustavo, D. Déa Lúcia, que fez críticas duras ao presidente.
Proposta pela oposição, a Lei Paulo Gustavo quer destravar parte dos recursos do Fundo Nacional da Cultura e do Fundo Setorial do Audiovisual, fundos públicos voltados para o fomento do setor cultural.
“A lei vai homenagear Paulo Gustavo só no nome ou os escândalos de corrupção também levarão o nome póstumo do artista?”, publicou o deputado Eduardo Bolsonaro em seu Twitter.
Paulo Gustavo morreu no dia 04 de maio de 2021, aos 42 anos, vítima do coronavírus. Ele estava internado desde o dia 13 de março no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
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