Virginia Fonseca é acusada de não entregar curso para virar influenciador
A comerciante diz que comprou o curso e não recebeu o produto
Virginia Fonseca é alvo de uma ação movida por uma comerciante de Governador Valadares (MG), que alega ter sido vítima de golpe após comprar um curso para se tornar um fenômeno da internet, promovido pela influenciadora, em parceria com a empresa Plonu Empreendimento Comerciais e Desenvolvimento Empresarial.
A comerciante diz que comprou o curso e não recebeu o produto. Além de pedir o dobro do valor pago (R$ 930,40), ela também quer ser indenizada por danos morais em 20 salários mínimos (R$ 24.240). A ação foi aberta em 12 de julho no Juizado Especial Cível de Governador Valadares. A audiência está marcada para 14 de setembro.
De acordo com o documento, a que esta coluna de Splash teve acesso, no dia 30 de maio de 2021, a comerciante comprou o curso, que havia sido divulgado nas redes sociais da influenciadora, que tem atualmente quase 39 milhões de seguidores.
"Os itens ficam sob a chancela e 'indiscutível influência'. Afinal, sem a intermediação da influenciadora digital, a autora [da ação] não teria comprado o curso, uma vez que soube da oferta por meio das redes sociais de Virgínia", alega. "Foram feitas várias tentativas de solução amigável desse conflito, sem, no entanto, sucesso algum. Desde a data da compra até o presente, já se passou um ano", diz também o documento.
Segundo a ação, a promessa era "transformar pessoas comuns nos próximos fenômenos da internet", com a divulgação de um vídeo de 17 minutos em que Virgínia falava dos benefícios. O conteúdo não está mais disponível, uma vez que o site do curso foi removido. A autora registrou boletim de ocorrência ao perceber que não havia recebido o produto.
"O valor acima pode parecer pouco, mas compra um sonho, como o da autora, que trabalha com venda de calçados pela internet, e tem o sonho de se tornar uma influencer digital, assim como a Ré", informa o documento na Justiça.
Esta coluna de Splash entrou em contato com Virginia Fonseca, que até o momento da publicação desta matéria não se manifestou sobre o assunto. Representantes da Plonu Empreendimento Comerciais e Desenvolvimento Empresarial também foram procurados, mas não retornaram. O espaço segue em aberto.
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