Wallace explica aposentadoria e não descarta volta: “Tem muita água ainda pra rolar”
Ponteiro do Sada Cruzeiro falou sobre os próximos passos na carreira
O jogador do Sada Cruzeiro Wallace de Souza, em entrevista especial para o Yahoo Brasil, contou em detalhes sua decisão de se aposentar da seleção. Dentre os assuntos, o oposto citou os momentos mais importantes de carreira, desde sua primeira convocação para a seleção até o seu apogeu, o título olímpico. Wallace aproveitou para citar qual é o seu “Cruzeiro, de Todos os Tempos”.
Como foi a decisão de se aposentar da seleção? O que de fato te fez decidir pelo fim de ciclo vestindo amarelinha?
Família. Eu queria prolongar ainda mais a minha carreira. Essa transição entre clube e seleção é muito desgastante para o atleta. Então, primeiro de tudo, família. Segundo, pensando na minha longevidade na carreira. Foi uma decisão tomada já há muito tempo, não foi nada, do dia para noite.
Quando você considera que foi o seu ápice no Cruzeiro e carreira?
O meu ápice foi entre 2015 e 2016. A Olimpíada, sem sombra de dúvida, foi o maior momento. Com o Cruzeiro, os mundiais. Todo atleta de clube sonha em conquistar um título mundial de Clubes que é muito difícil. Todos sabem da qualidade que tem os times da Europa.
Quais são os 5 momentos mais importantes da carreira?
O primeiro título com a seleção juvenil, em 2000, a primeira convocação em 2007, primeira Superliga com o Sada, a Olimpíada do Rio de Janeiro, o primeiro título mundial com o Cruzeiro, a minha volta após a cirurgia de 2015, cirurgia de hérnia. Foi um momento bacana que deu tudo certo.
Você se espelhava em qual jogador?
Eu me inspirei em muitos jogadores, no André Nascimento, na maneira como ele jogava, o próprio Anderson. Não tem um específico.
Sobre o atual momento do vôlei brasileiro, em que temos uma dificuldade no side out, há que se deve: o passe, ataque, saque, bloqueio?
Pode ser dificuldade no ‘side-out’. Não dá pra pontuar apenas uma coisa. Às vezes, o passe não sai, a distribuição não sai tão boa, são ‘N’ fatores.
O Brasil se tornou uma seleção mais “visada” com o título olímpico? A eliminação para a Rússia confirmou esse momento?
-Na minha opinião, sempre foi um time a ser batido. Não acredito que não será sempre o maior favorito, mas todo mundo vai querer estudar para bater no Brasil. Brasil é o time, que querendo ou não, sempre chega. Rara as vezes que não chega. São coisas que vem acontecendo, mas não sei se foi esse momento que nos fez ser eliminado para a Rússia.
Até a próxima Olimpíada, há muita água a passar debaixo da ponte. Não existe nenhuma possibilidade de volta? O levantador Ricardinho já havia decidido pelo fim de ciclo na seleção, em 2009.
Tem muita água ainda pra rolar, mas não sei... Não vão precisar de mim”, brinca. Ricardinho, em sua volta ao Brasil, em 2009, havia decidido pela sua despedida da seleção. Convencido por Bernardinho, o levantador aceitou o pedido, após uma ótima temporada pela equipe do Vôlei Futuro. Ricardinho disputou as Olimpíadas de Londres em 2012 e conquistou o vice-campeonato olímpico.
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Eu e o Willian, o ‘mago’, Isac e Simon, Leal, Conte e Serginho.
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