Tite elogia postura do Flamengo e muda discurso sobre briga por título do Brasileirão
Treinador 'troca objetivos' e já admite chances por taça
O Flamengo venceu o Red Bull Bragantino por 1 a 0, nesta quinta-feira (23), em uma belíssima apresentação no Maracanã. Ao final do duelo, o técnico Tite elogiou a equipe e destacou a 'efetividade' como fundamental para o resultado.
— A de domingo contra o América-MG não tenho condição (de analisar). A de hoje, foi um jogo que nenhuma equipe conseguiu controlar a outra. Poderia ter o domínio, que para mim é ter a posse de bola, mas ninguém neutralizava o adversário. Nós tivemos oportunidades e o adversário não nos controlava. No segundo tempo, eles criaram perigo. Efetividade fez a diferença num grande jogo -, disse.
Tite também mudou o discurso sobre a briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Se inicialmente pregava pés no chão e garantia que o objetivo era a classificação direta para a Libertadores, agora, o técnico já trabalha com a hipótese de lutar pela taça.
— É um campeonato aberto. Ele está aberto. O que vai acontecer, eu não sei. São seis equipes que podem ser campeãs, ir para a Libertadores ou ficar fora dela. É um campeonato de quatro jogos
Corrida para comemorar com os jogadores
— Eu corria melhor, mas agora o joelho não dá. Fui para o lado para manter o respeito e não passar na frente do adversário
Elogio ao filho por 'comandar' a vitória
— Traduzimos nossas chances no gol. A sugestão partiu do Matheus, do César Sampaio e do Juan. As substituições nós treinamos durante a semana. Tivemos diferentes formações no ataque, inclusive com Bruno (Henrique) na direita, centralizado, o Wesley na direita dando amplitude... Foi um jogo muito duro contra a equipe que menos perdeu no campeonato, a equipe mais sólida do campeonato.
Motivacional
— Não acredito em parte motivacional, acredito em confiança. O clube e os atletas onde estou, com a torcida, com o espetáculo que foi hoje, se não estiver motivado é porque tem algum problema mental. Eu passo confiança. São jogos muito grandes. Você vem de clássicos importantes contra Palmeiras, Fluminense, e o torcedor pensa inconsientemente que se jogar contra o Bragantino, se ganha de qualquer forma. Não descontextualizem: ele não tem a história do Flamengo, não tem o dinheiro que tem o Flamengo, mas tem trabalho. A intensidade do jogo permanece o tempo todo. O torcedor pensa que "ah, vamos passar!". O Bragantino criou muito mais oportunidades que o Fluminense contra nós. Talvez o ideal seja uma vitória contra o Fluminense e um empate hoje se você pegar as oportunidades reais de gol. Sem desmerecer o Fluminense. Fizemos quatro grandes jogos.
Mesma tática para 'mini-jogos'
— Às vezes, a gente consegue o equilíbrio da equipe com dois jogadores de lado agressivos e com velocidade. Tem outros que a gente precisa de um articulador do lado. O jogo se apresenta nesses mini-jogos. Como o Cebolinha tava muito bem, temos que ter por vezes um jogador bem no jogo, mas ter o Pulgar juntamente com o (Thiago) Maia para ter um articulador, de criatividade. Esses componentes que nos deu durante a semana e o atleta entender. Ter o Bruno Henrique que, mesmo do lado direito, consegue ser agressivo. A linha do adversário é alta, mas dá muito espaço atrás. Esses jogadores nos proporcionam essa condição.
Jogo truncado
— O jogo foi de muito embate. Quando o Matheus tomou um cartão, você fica naturalmente e humanamente mais contido. O (Thiago) Maia também. Não gosto de substituir por causa de cartão, mas tem alguns momentos que eles são necessários. Um para ter articulação maior e outra para o Pulgar de dar isso. Você tem um jogador que te traz velocidade, dá apoio, às vezes você joga com um lateral mais agressivo.
Pressão do adversário
— O Bragantino foi superior nos primeiros 20 mintuos. Saíam pela direita, e tínhamos que abaixar um externo. Esses foram os primeiros 20 minutos. É uma equipe muito bem treinada e está há muito tempo junta. Numa das entrevistas que o Pedro Caixinha falou, eles queriam que jogassem de forma natural. No início do jogo, estávamos excessivamente apressados.
Problemas médicos
— Allan está treinando com o grupo, fez alguns treinos em separado já que ficou dois meses sem atividade. Vai ter um treino em campo aberto para observá-lo melhor. O treino de amanhã vai ser importante para pensar na utilização dele. David Luiz vem treinando com o grupo já, não fez treinos em período integral, estamos em final de temporada. É uma entorse grau 3, dois para três, tem um pouco de dor ainda. Vamos observar o reino de amanhã. Arrascaeta, a seleção uruguaia sempre nos passa o que ele faz lá, o Bielsa nos ajudou porque ele tem uma carga elevada. Nos ajudou que ele não jogou lá, jogou 90 minutos aqui. Quanto ao Gabriel, a estratégia foi um tratamento conservador. Na semena passada, ficou mais com a fisioterapia. Por vezes, fazíamos trabalhos só físicos e sem bola. Vamos observá-los amanhã.
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