Abel Ferreira valoriza título do São Paulo, mas minimiza Supercopa: ‘Não é competição’
Português também comentou sobre a ineficácia do Verdão em disputas de pênaltis
Apesar de não ter saído com o título da Supercopa do Brasil, Abel Ferreira fez questão de ressaltar o motivo pelo qual o Palmeiras chegou no torneio. O comandante português tratou de minimizar a derrota nos pênaltis e valorizar os torcedores que estiveram presentes no Mineirão.
- O futuro eu não posso prever. Claro que queríamos ganhar. Isso não é uma competição. É um prêmio para duas equipes que tiveram bons desempenhos na competição no ano passado. A CBF decidiu fazer um jogo no início do ano, como se faz na Europa. Se nós chegamos aqui é porque fizemos algo no passado para poder estar na final. Os torcedores reconhecem nosso esforço, nossa garra. Durante os 90 minutos, fomos melhores, tivemos as melhores oportunidades, mas não fomos eficazes para fazer os gols. Nunca disse que ia ganhar sempre.
Além de valorizar o São Paulo, Abel Ferreira reclamou da falta de eficácia do Verdão, que não conseguiu abrir o placar no tempo regulamentar, além de ter desperdiçado duas cobranças de pênaltis. O treinador afirmou que o Palmeiras precisa melhorar nesse aspecto.
- Nós criamos oportunidades para fazer gol. Tivemos uma com o López com o pé esquerdo que tinha que ter feito o gol. Por mais que eu queira justificar as substituições, o ponto mais determinante do futebol é a eficácia. Quando você cria, embora não tenhamos tido muitas chances, assim como o adversário, mas você não faz (o gol), fica muito mais difícil. Temos que melhorar na eficácia. Infelizmente, não tivemos a capacidade coletiva de fazer gols. E nos pênaltis, o adversário foi melhor.
Na quinta-feira (8), o Palmeiras volta a campo para encarar o Ituano, pelo Campeonato Paulista. O Verdão ainda disputará quatro títulos na temporada em busca de manter a hegemonia construída nos últimos anos no Brasil.
CONFIRA OUTRAS RESPOSTAS DE ABEL FERREIRA:
TEMPO DE PREPARAÇÃO
- O tempo foi igual para os dois. Gosto de finais em jogo único. Não gosto de finais em jogos de ida e volta. Nosso adversário foi mais competentes que o Palmeiras. Não fomos capazes de traduzir nossas chances em gols. Tivemos o mesmo tempo para preparar para o jogo que o nosso adversário. Valorizar o espetáculo, o comportamento das duas torcidas. É preciso do fator sorte e competência. O futebol há de ser sempre um jogo por mais que a gente queira controlar todos os fatores. Não tivemos a capacidade de aproveitar as oportunidades que tivemos.
DISPUTA POR PÊNALTIS
- É competência. Treinamos pênaltis a semana toda. É perceber que não é o ponto forte dessa equipe. Se perdemos nos pênaltis é porque a equipe chegou lá. É isso que eu tenho que valorizar. Não vamos ganhar sempre. Poderíamos ter o dobro de títulos que tivemos, pois chegamos nas finais. Há três resultados no futebol. Nós não fomos tão competentes como nosso adversário nos pênaltis. Os campeões também são aqueles que sabem perder. Vamos seguir nossa jornada a procura de ganhar títulos.
WEVERTON
- No dia em que os torcedores forem unânimes a apoiar a equipe será o dia em que eu terei feito meu trabalho no Palmeiras, eu posso ir embora. No dia que todos os torcedores olharem para todos os jogadores e verem que eles fazem o melhor que podem desde o início do ano até o fim, meu trabalho estará feito. Meu trabalho não é o que eu faço agora, mas o que eu vou deixar quando sair. Há muitos torcedores que são emocionais e têm memória curta. Prefiro valorizar os que nos apoiam. Não essas minorias. Prefiro lembrar que o Weverton pegou um pênalti quando perdíamos por 3 a 1 contra o Botafogo. Nós o admiramos. É um líder capaz de inspirar nossos jogadores. Continuo com o mesmo orgulho de ser treinador desses atletas. Falharam com a intenção de fazer o melhor que podem.
FINAIS
- São 14 finais. Para chegar nas finais e perder é preciso chegar. Há um trabalho que eu não desvalorizo, pois não conheço uma equipe que só vença. É muito difícil vencer de forma consistente no Brasil. É uma equipe competitiva, que sabe lidar com todos os momentos do jogo. Temos que mirar nos pênaltis, pois não somos bons nisso. Não tenho nenhuma varinha mágica para isso. É um momento muito intenso que os jogadores vivem da saída do meio de campo até a batida. São oito decisões por pênaltis, em sete não conseguimos. Contra fatos não há argumentos.
TORCIDA MISTA
- Um apaixonado como sou pelo futebol, eu gostaria de ver, sim (duas torcidas juntas no mesmo estádio). Mas não tenho conhecimento ou competência suficiente para ver se há condições para esse tipo de situação. Há 10, 15 anos, a Inglaterra era o país mais violento no futebol. Nesse espaço, acabou-se com tudo. Havia consequências graves e duras. Não só para os torcedores, como também para os clubes. Até onde eu soube, não houve incidentes.
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