Dorival Júnior comenta expectativas sobre Vini Jr e faz comparação com Neymar
Técnico brasileiro anunciou a convocação nesta sexta (27), na sede da CBF
O técnico Dorival Júnior anunciou a convocação da Seleção Brasileira, visando os jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, nesta sexta-feira (27), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Questionado sobre as diferenças de desempenho de Vini Jr. no Real Madrid para o Brasil, o treinador comparou o camisa 7 a Neymar Jr.
- Primeiro, não podemos gerar uma expectativa excessiva em cima de um garoto. Eu acho que nenhum jogador tem que ter uma obrigação elevada e excessiva de tentar entregar resultados a todo momento. Eu acredito que nós acompanhamos todo o processo em relação ao Neymar, e isso vem acontecendo há anos. E nós vimos que não seria o caminho saudável para que nós criássemos e gerássemos uma expectativa excessiva, depois nós buscássemos uma frustração em relação àquilo que esperávamos.
- Eu acho que nós temos que dar tranquilidade ao Vini, como a qualquer outro atleta. Dentro de uma equipe, eu sempre entendi que responsabilidades elas são divididas, desde o presidente dos clubes, hoje da CBF, quanto até o último funcionário. Nós temos que ter as nossas obrigações, as nossas cobranças, sim, por cada função que executemos.
- Porém, tudo isso pautado em cima de um equilíbrio que gere um ambiente saudável e favorável, para que o atleta possa desenvolver o seu melhor dentro da capacidade que possui. Então, o que eu acredito que nós precisemos é termos tranquilidade para que possamos aguardar o momento em que tudo isso desabroche.
- É natural que todos se preocupem, que nós estamos conversando a todo instante, buscando soluções, dando liberdade. Eu nunca pedi para termos aqui uma equipe engessada, uma equipe posicional. Em todas as equipes que trabalhei, eu sempre dou toda a liberdade possível para que o atleta tenha, assim, funções, mas acima de tudo que ele possa executar tudo aquilo que ele imagine e que esteja dentro do seu alcance.
- Desde que ele se responsabilize por cada condição, ele não abra mão, em momento nenhum, da coletividade, mas que ele possa usar as suas individualidades em momentos oportunos. É tudo o que nós queremos ver. Esses momentos todos nós estamos esperando, não só do Vini, mas também um pouco mais do Dorival, um pouco mais do Rodrigo (Caetano), um pouco mais de cada atleta, um pouco mais de cada membro da comissão.
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