Impeachment: OAB emite nota e diz confiar ?na sabedoria do povo?
Pronunciamento também reforçou importância da democracia e "defesa da Constituição"
A Ordem dos Advogados do Brasil, em Alagoas, publicou uma nota após a confirmação do prosseguimento do processo de impeachment aprovado pela maioria dos deputados na Câmara, em Brasília, na noite do último domingo (17).
A matéria ressaltou a importância da democracia para a sociedade e destacou a sabedoria e segurança do povo. Em relação aos julgamentos e votos pró ou contra o impeachment, a OAB/AL afirmou que acompanha os fatos e cobra a apuração necessária e que, antes de tudo, reforça o seu papel junto à sociedade, que é o “de fiscalizar e de defender os interesses da população, zelando pela democracia”.
Confira, na íntegra, a nota:
Neste domingo, 17 de abril de 2016, o Brasil viveu um momento importante, o povo voltou às ruas para manifestações pacíficas a favor ou contra o impeachment. Enquanto isso, na Câmara Federal, nossos deputados seguiram com a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Desde o início a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vem acompanhando os fatos e cobrando a apuração. Ao decidir protocolar um processo pedindo o impeachment, a OAB reforçou o seu papel junto à sociedade, de fiscalizar e de defender os interesses da população, zelando pela democracia.
A OAB é a maior instituição representativa da advocacia, suprapartidária e que além de defender os interesses de classe tem esse papel social importante. Esse processo ainda não acabou, está apenas no início. A votação na Câmara Federal é a primeira etapa e a OAB tem a certeza de que prestou uma valiosa contribuição ao país. No momento, vamos esperar a conclusão do processo no Senado e confiar na solidez da democracia, sabedoria do povo, zelando pelo processo, pela segurança do povo.
É pela democracia que nossa instituição seguirá lutando dia e noite, por um país mais justo e igualitário. Nosso compromisso é com a defesa da Constituição, com o povo alagoano e brasileiro!
Impeachment
Na história política brasileira, é a segunda vez que o processo de impedimento de um presidente da República recebe o aval da Câmara dos Deputados. A primeira foi em 29 de setembro de 1992, quando o então presidente Fernando Collor de Mello, do PRN, teve seu pedido de afastamento acolhido com o voto de 441 deputados (outros 38 votaram contra, um se absteve e 23 não compareceram à sessão).
A sessão deste domingo (17) começou com confusão. O primeiro deputado a votar foi Washington Reis (PMDB-RJ), que estava de cadeira de rodas e, por questões de saúde, passou na frente da bancada do Estado de Roraima. Ele votou sim, pelo impeachment.
Deputados de AL foram os últimos a votar
Os deputados de Alagoas foram os últimos a votar. O deputado federal Artur Arthur Lira(PP), deu seu voto a favor ao impeachment. O segundo a votar foi o ex-prefeito de Maceió e deputado Cícero Almeida (PMDB), que também votou a favor. Givaldo Carimbão(PHS), como havia anunciado antes, votou contra o impeachment e tentou discursar alongando seu tempo, mas foi interrompido por Eduarco Cunha. O quarto voto foi do jovem deputado mais votado do estado JHC, que também votou a favor.
O quinto voto de Alagoas foi do pemedebista Marcos Beltrão, que dedicou a sua cidade natal de Coruripe sua decisão e votou sim. Mauricio Quintela (PR), foi o sexto a usar a tribuna para informar que tomou sua opinião após compor a comissão e que a atual presidente tem culpa e cometeu crime aos cofres públicos e renunciou a liderança de seu partido para votar a favor do processo contra Dilma.
Paulão, do PT, disse "não ao golpe", e votou contra. Já Pedro Vilela (PSDB) votou a favor. O último parlamentar a votar foi o deputado Ronaldo Lessa (PDT). Ele defendeu a presidenta Dilma Rousseff e, por isso, votou não.
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