Paulão fala em traição de última hora, mas enfatiza que batalha não está perdida
Votação desfavorável era esperada pelo governo, no entanto, placar de 367 votos a favor do impeachment surpreendeu
Ainda em Brasília, o deputado federal por Alagoas, Paulão (PT), resumiu às nove horas de votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, nesse domingo (17), em uma palavra: traição. O parlamentar ressaltou que o processo é longo e a batalha não está perdida.
“A gente vinha fazendo avaliações. Sabíamos que essa votação seria complicada, mas por tudo que foi conversado nessas horas que antecederam os votos, acreditávamos que seria algo apertado. Tínhamos muitos comprometimentos de votos contra o processo e em cima da hora houve muita traição. É um jogo forte”, expos o deputado.
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entregou na tarde desta segunda- feira (18), ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o parecer da Câmara sobre a admissibilidade do processo de impeachment da presidente. O documento possuí 36 volumes e 11 anexos. A leitura da comunicação de recebimento está prevista para esta terça-feira (19). A partir daí, se dará uma nova fase do processo.
A documentação será analisada e vai ser colocada em uma primeira votação que irá definir se o Senado aceita o processo. Para a aprovação, serão necessários 41 votos favoráveis (a maioria simples). Com a aprovação, o processo vai poder tramitar na casa e a presidente Dilma Rousseff será afastada pelo período de até 180 dias.
“Não será uma batalha fácil. Alguns partidos que se mostram favoráveis ao processo de impeachment tem um grande peso no Senado. Com isso 41 votos a favor, não é tão difícil de ser alcançado. Mas nada está perdido. Vamos fazer um debate de ideias, mobilizar a sociedade civil. Vamos planejar grandes mobilizações para o 1º de maio (Dia do Trabalhador). Uma data extremamente importante, sempre comemorada pelo nosso governo, que vem lutando pelo trabalhador. Essa primeira batalha no Senado pode até ser perdida, mas não podemos nos dar por vencidos na primeira luta com resultado negativo”, afirmou Paulão.
Em caso de aprovação, para tramitação do impeachment no Senado, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowisk, assumirá a presidência do processo. A presidente, já afastada, terá 20 dias para apresentar a defesa e a votação final que vai definir o impeachment ou reconduzir Dilma Rousseff a presidência deverá ocorrer dentro dos 180 dias de afastamento. O Brasil só terá o segundo impeachment da história se na votação final 54 senadores forem favoráveis.
“Não acredito em impeachment. Acredito que sairemos fortalecidos. Eu tenho fé nisso. Vamos sair vencedores com diálogo no parlamento e na articulação com a sociedade”, enfatizou o deputado.
Mas nesse rito do impeachment há um ponto fundamental, que poderá influenciar na votação final do processo. Em caso de tramitação do impeachment no senado, a presidente será afastada dando lugar ao vice-presidente Michel Temer (PMDB), que poderá ter ainda mais poder para articular os 54 votos necessários na votação final.
“Lógico que o cargo é um instrumento importantíssimo nessa articulação, mas acredito que, caso ele assuma, entrará fragilizado pelo peso da história. Um presidente deve assumir pelo voto do povo, só vimos o contrário, nessas condições, na ditadura militar. Além disso, a proposta de governo é meramente capital, sem nenhuma visão social”, finalizou Paulão.
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