Estratégia para diagnóstico de microcefalia é prorrogada por 60 dias
O periodo da estratégia de busca ativa e de conclusão do diagnóstico de todos os bebês com suspeita de microcefalia foi prorrogado por mais 60 dias. Segundo o Ministério da Saúde, desde o início da campanha, em março, o número de definições de caso aumentou 136%.
Os diagnósticos concluídos passaram de 1.927 para 4.561. Antes, havia 745 casos confirmados com microcefalia e 1.182 descartados. Hoje, o número de confirmados é de 1.489 ante 3.072 descartados.
Por outro lado, os casos comunicados às autoridades cresceram em menor velocidade em relação à conclusão dos diagnósticos: 25,4%. Passaram de 6.158 há três meses, para 7.723 no levantamento mais recente, concluído no dia 28 maio. Além disso, os casos que permanecem em investigação oscilaram de 3.162 para 4.231 no período.
Estratégia Integrada
A estratégia garante o repasse de R$ 2,2 mil do Ministério da Saúde aos Estados por cada caso notificado sob suspeita de microcefalia. Esse recurso é aplicado para a localização, o transporte, a hospedagem e exames do paciente. Para isso, cada unidade da federação ficou responsável por elaborar o fluxo desses serviços junto aos municípios e informar a rotina dos atendimentos, semanalmente à pasta.
Estabelecida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDS) para durar 90 dias, a iniciativa tem, também, o objetivo de oferecer proteção e assistência social aos bebês e as famílias.
Assistência social
Nas unidades de assistência social, as famílias deverão ser instruídas para a solicitação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), um auxílio de um salário mínimo (R$ 880) garantido pela Previdência Social a famílias que recebam, de forma comprovada, até R$ 220. Para isso, será emitido um laudo circunstanciado em duas vias, por médico vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e assinado pelo responsável do serviço de saúde. Uma via fica com o responsável da criança, para solicitação do BPC. A outra fica sob a guarda do gestor estadual do SUS.
Segundo o Ministério da Saúde, o acompanhamento da assistência à saúde de cada criança diagnosticada com malformação será aprimorado por meio do Sistema de Registro de Atendimento às Crianças com Microcefalia (Siram). A plataforma começou a funcionar em todo o território nacional no dia 25 de maio. Dessa forma, será possível uniformizar as informações transmitidas pelos estados, tanto para o registro quanto para a atenção à saúde.
Siram
Com o Siram, tanto o Ministério da Saúde quanto os estados e municípios poderão monitorar o tipo de procedimentos e de tratamento que estão sendo aplicados em cada caso. O sistema registra as entradas nos serviços de saúde, como serviços de reabilitação, exames realizados, entre outras informações sobre o atendimento recebido.
Nas próximas semanas, o Ministério da Saúde treinará os profissionais e gestores dos estados e municípios, prioritariamente das regiões Norte e Nordeste, mais atingidas pela epidemia, que serão responsáveis por preencher as informações sobre o acompanhamento das crianças nos serviços de saúde, bem como disponibilizará guias e manuais sobre o funcionamento do sistema.
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