Paulão analisa possível volta de Dilma e fala em pré-candidatura à prefeitura de Maceió
Em Brasília, o deputado federal por Alagoas, Paulão (PT), fez uma análise otimista sobre o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT), considerando que algumas ações do presidente interino Michel Temer (PMDB) estariam gerando grande insatisfação em sua base aliada. Com isso, a expectativa do parlamentar é que alguns senadores que votaram a favor da admissibilidade do processo na casa se mostrem contra na segunda e decisiva votação no Senado, barrando o impechment. Paulão também analisou o cenário político local, reforçando que saíra como candidato a prefeitura de Maceió.
“O nível de insatisfação do Temer em Brasília é grande. Primeiro porque ele afirmou que a máquina do governo estaria inchada e que haveria cortes, no entanto esses cortes foram em Ministérios que garantiam o direito de minorias. O mecanismo adotado não surtiu efeito e pouco economizou. Muitos ministros dele também respondem a processos. Segundo, porque vários programas sociais foram afetados com os cortes em Ministérios e vem mais por aí. Já há uma discussão ´pela redução de direitos trabalhistas históricos, como horas extras e férias. Terceiro, ele não atendeu a espaços de Estados importantes, desagradando a base”, afirmou Paulão.
Diante dessa avaliação, o deputado vislumbrou um possível retorno da presidente afastada, Dilma Rousseff, mas ressaltou que além de conseguir os votos necessários para barrar o impeachment é preciso criar estratégias para dar governabilidade ao retorno do PT a presidência.
“Alguns senadores já sinalizam uma mudança de votos. Creio que será possível reverter a primeira votação e conseguir o número necessário para barrar o afastamento definitivo e com isso analisamos uma outra situação, a governabilidade. Se não houver uma forma de manter a governabilidade com o retorno de Dilma, ela deverá ser uma condutora para o processo de novas eleições. Pela legislação, esse novo pleito deve acontecer ainda esse ano. Caso esse processo seja iniciado a partir do dia 1 de janeiro de 2017, após dois anos da gestão, será uma eleição indireta na Câmara federal, deputado votando em deputado. Um processo que não é bom para o fortalecimento da democracia”, explicou o parlamentar.
Paulão, que será candidato a prefeitura de Maceió nas eleições que ocorrem neste ano, fala em mudanças em coligações e campanhas. Para o deputado, em 2016 muitas mudanças serão vistas diante da reforma política.
“A situação para formar coligação após a reforma ficou mais complicada. O fim do financiamento privado, algo que batalhamos por muito tempo, vai modificar o cenário. Veremos campanhas mais enxutas e curtas, mais pé no chão mesmo. A figura do marketing não será o ponto principal com certeza. O PT tem um tempo razoável de veiculação no rádio e na tv, vamos fazer uso disso. Logicamente o atual prefeito tem a máquina nas mãos, já vem trabalhando e sai na vantagem nessa união de forças. Mas o PT sairá forte”, finalizou.
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