Feijão caro faz prato feito do almoço ficar menor e com marca mais barata
Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou a tarifa de importação de feijão por 90 dias
A alta do preço do feijão carioca tem mudado a rotina dos restaurantes nos últimos dias. Para não ter de aumentar os valores dos pratos e assim afastar os clientes, os estabelecimentos diminuem porções, economizam em outros ingredientes e precisam pesquisar muito pela marca mais em conta.
O campeão dos pedidos nos restaurantes de São Paulo é o feijão carioca, que ficou 54,1% mais caro desde o começo do ano. Só em junho, subiu 16,4%. O feijão preto, protagonista da feijoada, teve alta de 21,4% no ano e 2,3% no mês.
A substituição do feijão carioca pelo feijão preto, porém, não agrada os clientes dos restaurantes consultados pelo UOL. "Trocar o feijão carioquinha pelo preto seria um verdadeiro tiro no pé", diz o gerente Antônio Alves de Oliveira.
Alterar o modo de preparo, segundo ele, também está fora de cogitação. "Botar mais água [na panela], nem pensar. O feijão do dia a dia tem que ter aquele sabor do feijãozinho da vovó", afirma.
Preço deve continuar alto
Depois de o preço do feijão virar até piada nas redes sociais, o governo anunciou medidas para aumentar a importação e ampliar a oferta do produto no país.
Na semana passada, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) zerou a tarifa de importação de feijão, de qualquer país, por 90 dias.
Apesar da medida, o preço do feijão carioca deve continuar alto nos próximos meses, já que o produto é nacional. Além disso, o tempero do prato feito também subiu: a cebola ficou 32,7% mais cara desde o começo do ano e o alho, 36,2%.
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