Renan Filho afirma que ajuda urgente de R$ 14,3 bi é compensação em renegociação
Governadores dos estados do Nordeste pediram nesta quinta-feira (07) ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante uma reunião em Brasília, uma compensação de, no mínimo, R$ 14,3 bilhões do governo federal por perdas no Fundo de Participação dos Estados (FPE), provocadas por desonerações fiscais. O governador por Alagoas, Renan Filho, durante coletiva de imprensa no final do encontro, explicou que o pedido é uma tentativa de compensação para alguns estados do Nordeste que não alcançaram tantos benefícios com a renegociação da dívida com a União, mas ressaltou que, por enquanto, não é possível definir se a solicitação vai ser atendida.
"Solicitamos que o ministro observasse um caminho para compensar aqueles Estados que não tiveram um grande benefício em relação a renegociação da dívida. Ele se comprometeu em analisar e dar uma resposta posterior. Então esse é o resumo, ainda não podemos avaliar se houve benefício ou se não houve", afirmou Renan Filho na coletiva acompanhada pelo correspondente do Portal 7Segundos em Brasília, Carlos Rudiney.
Acompanhe a coletiva do governador de Alagoas em Brasília:
O encontro com os governadores ocorreu no começo da tarde, antes de uma reunião de Meirelles com o presidente interino, Michel Temer, para fechar o tamanho do déficit para a meta fiscal de 2017, a ser anunciada hoje pelo governo. Ao ministro, os governadores rebateram os argumentos fiscais como empecilho para a ajuda aos estados nordestinos.
O valor de R$ 14,3 bilhões é o que os estados do Nordeste calculam perder até o fim do ano no FPE por causa de desonerações de IPI e Imposto de Renda, e é o valor mínimo que pleiteiam. Eles pedem também que seja flexibilizado o limite para que os estados possam contrair empréstimos.
Renegociação das dívidas
Os governadores negaram que tenham exercido influência sobre a bancada do Nordeste na Câmara, que ontem teve grande peso para recusar a urgência da renegociação da dívida dos estados, contribuindo com 37 votos contra e uma abstenção. Foi a primeira derrota do governo interino, que negociou o alongamento da dívida dos estados diretamente com todos os governadores.
A renegociação das dívidas dos estados foi um dos argumentos dos governadores nordestinos para arrancar uma ajuda emergencial do governo federal.
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