Governo planeja criar empresa para explorar apostas na internet
Medida visa reduzir rombo nas contas públicas; expectativa é arrecadar R$8 bilhões para a União
Para ajudar a reduzir o rombo nas contas públicas, o governo Michel Temer planeja criar uma empresa estatal para explorar apostas esportivas na internet e privatizá-la junto com a loteria instantânea da Caixa Econômica Federal. A expectativa é arrecadar R$ 8 bilhões para a União com os dois negócios.
No primeiro caso, a ideia do governo é atrair empresas estrangeiras que atuam no setor ao privatizar a estatal criada para explorar apostas na internet. A Caixa ficaria na empresa como sócia minoritária.
No segundo caso, será privatizada a Caixa Instantânea, estatal que já existe e que explora a Lotex, responsável pela venda da raspadinha, a loteria instantânea. O governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, deu início a esse processo no ano passado.
Segundo avaliação da equipe econômica, a Lotex pode render até R$ 4 bilhões ao governo, e o potencial de venda da concessão do serviço de jogos de apostas eletrônicas é ainda maior. Ou seja, as duas privatizações podem render mais de R$ 8 bilhões, na previsão mais otimista.
O secretário de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, disse que empresas estrangeiras estão interessadas na exploração das apostas esportivas no Brasil e devem se associar a investidores nacionais na disputa pelo negócio.
Não há regulamentação para esse tipo de aposta no país hoje. Muitos brasileiros fazem suas apostas em sites sediados no exterior. Existem vários projetos sobre o assunto em discussão no Congresso, e o governo pode trabalhar pela aprovação de um deles.
"Não é jogo de azar. São jogos eletrônicos, que já existem, baseados em apostas esportivas, tipo loteria eletrônica", afirmou a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi.
Alguns dos projetos que já estão em andamento no Congresso propõem também a legalização dos jogos de azar, que liberaria bingos e cassinos. Integrantes do governo já indicaram ter simpatia pela proposta, mas ainda não há definição sobre o tema.
"Como não há regulação dos jogos eletrônicos no Brasil, empresas registradas fora do país exploram o serviço aqui e não pagam impostos", afirmou a secretária.
Grandes empresas exploram o serviço em países como Estados Unidos, Alemanha, França e Bélgica. O apostador, no caso do modelo brasileiro, poderia fazer apostas únicas em eventos esportivos, tentando acertar, por exemplo, o resultado de um jogo de futebol ou vôlei, qual será o placar, o jogador que marcará o primeiro gol.
A ideia é conceder ao setor privado o direito de exploração das apostas por 10 ou 20 anos. Quanto maior o prazo, mais recursos a concessão irá render para a União.
Atualmente, quem faz aposta nesse tipo de serviço não pratica ato ilegal. Mas quem faz a corretagem do negócio atua de maneira informal.
Na regulamentação do jogo de apostas, também deve haver uma divisão dos recursos similar à das loterias. A maior parte da receita iria para premiação e administração do negócio, mas uma fatia deve ser dirigida ao custeio de projetos na área de esportes.
Últimas notícias
Francisco Sales critica projeto que reduz impostos beneficiando a Braskem e faz apelo para que senadores alagoanos votem contra
Renan Filho participa da Caravana Federativa em Maceió e reúne prefeitos para destravar investimentos federais em Alagoas
Educação de Jovens e Adultos da Prefeitura de Penedo cresce mais de 600% e gera impacto positivo na economia
Prefeita Tia Júlia realiza visita a Escolas Municipais para dar boas-vindas aos alunos na volta às aulas 2026
Corrida 8M Penedo confirma sucesso absoluto e esgota 100 vagas extras em apenas 5 minutos
Polícia Militar apreende objetos usados para desmatar propriedade rural em Colônia Leopoldina
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
