Ministério do Trabalho cobra do Estado adequações no sistema penitenciário
Dentre as obrigações a serem cumpridas estão a separação dos banheiros por sexo, a reforma de alojamentos e banheiro
A procuradora do Trabalho Rosemeire Lobo pediu à justiça que o Estado de Alagoas cumpra a decisão judicial de realizar, até a próxima segunda-feira (18), uma série de adequações no meio ambiente de trabalho do Sistema Penitenciário alagoano, sob pena de pagar multa por cada irregularidade encontrada.
De acordo com a decisão, o Estado tem 90 dias, a contar do dia 18 de abril, para fornecer, gratuitamente, armamento, munição letal e não letal e coletes à prova de balas a todos os agentes penitenciários. Além disso, todos os profissionais também devem receber, óculos de sol, protetor solar e botas. O Estado também terá que providenciar, dentro do mesmo prazo, o conserto de máquinas de Raios-X existentes nas unidades.
Dentre as obrigações a serem cumpridas até o dia 18, também estão a separação dos banheiros por sexo, a reforma de alojamentos e banheiros, o reparo de infiltrações nas paredes e no teto das unidades prisionais, além da obrigação de providenciar gerador e iluminação de emergência nos locais. O Estado também terá que providenciar a instalação de lixeiras apropriadas e efetuar a devida coleta de lixo.
A procuradora Rosemeire Lobo também solicitou à Justiça do Trabalho que o Estado forneça informações sobre o andamento do processo 1204-0274/2011, que trata da obrigação de realizar concurso público para a contratação de agentes penitenciários. Conforme decisão judicial, o estado tem até o dia 18 de novembro deste ano – prazo de sete meses – para nomear agentes aprovados em concurso e, segundo Rosemeire, os procedimentos para a realização do certame já deveriam estar em curso, já que o período entre o lançamento do edital até a homologação do certame leva bastante tempo.
Durante audiência realizada na última segunda-feira (11), na sede do MPT, representantes do sindicato dos agentes penitenciários informaram que o número de profissionais é insuficiente para atender à demanda no sistema penitenciário, já que, segundo eles, a população carcerária praticamente dobrou nos últimos anos, enquanto o número de agentes reduziu consideravelmente. Os representantes do sindicato também informaram que os óculos, protetor solar e botas ainda não foram fornecidos aos profissionais, e que as armas foram compradas em número insuficiente. Os representantes também ressaltaram que as reformas estruturais ainda não foram realizadas.
O órgão foi designado pela justiça para fiscalizar o cumprimento das obrigações a serem realizadas pelo Estado de Alagoas.
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
