Virada Cultural marca o último dia de ocupação do Iphan
Realizada entre a noite desse sábado (16) e a manhã deste domingo (17), no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e reunindo artistas de diferentes gêneros musicais e artísticos, a chamada “Virada Cultural Fora Temer” se provou capaz de derrubar preconceitos, fossem eles, políticos, raciais ou musicais.
Com um repertório eclético que viajava entre o batuque dos tambores e os riffs da guitarra o evento provou que cultura é visão de mundo e reafirmou a importância da manifestação dela.
O aspecto político, principal ingrediente do evento, estava estampado em cartazes e era gritado em palavras de ordem durante toda a virada, o estudante universitário Felipe Marinho foi um dos que engrossaram o coro que pedia a saída do presidente em exercício Michel Temer (PMDB).
“Não reconheço Michel Temer como presidente, a extinção do ministério da cultura além de absurda, foi um atentado contra a disseminação da cultura brasileira, e as manifestações pelo país todo nos devolveram o MinC” explicou.
O público presente exalava diversidade, como se a polarização política vivida pelo país não tivesse espaço em um ambiente em que a cultura era a estrela da festa.
O cuidado que a ocupação tinha com o prédio da instituição ficava claro em cartazes distribuídos pelo Iphan, que pediam, por exemplo, para que o consumo de bebidas alcoólicas ficasse restrito ao lado de fora do prédio, mesmo assim, ainda era possível notar pessoas que não acatavam a orientação da organização.
Nada que tenha tirado o brilho da festa, que continuava com apresentações artísticas, dentro e fora da instituição dando espaço, inclusive, para apresentações musicais de última hora, de músicos presentes na plateia.
Com o final do evento, os manifestantes começaram a se preparar para desocupação, que ocorreu de maneira pacífica, obedecendo o pedido de reintegração de posse, já que de acordo com a organização do evento, resistir provocaria um confronto com a polícia, colocando em risco o acervo do Instituto.
Se o objetivo de derrubar o presidente em exercício, Michel Temer, não foi realizado, a ocupação do Iphan provou a importância e a força da cultura alagoana, que vive e é politizada.
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