BC vê melhora na economia, mas queda da inflação aquém da esperada
O Banco Central vê sinais de melhora na economia, mas afirma que a inflação tem recuado a uma velocidade "aquém da almejada", ao listar os fatores que levaram a instituição a manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da semana passada.
A informação faz parte da ata da reunião da última quarta-feira (20), divulgada nesta terça-feira (26). O documento, com 20 parágrafos, ganhou novo formato, mais sucinto e com uma linguagem mais clara.
Nele, a instituição afirma, no entanto, que há perspectiva de progresso no combate à inflação, o que é apontado inclusive pela queda nas expectativas para 2017 e 2018.
As projeções do BC para a inflação são de 6,75% em 2016, acima do limite de 6,5%. Para 2017, estão em 4,5%, no cálculo que considera a manutenção da taxa atual de juros. Se a taxa básica cair, como prevê o mercado, a inflação terminaria o próximo ano em 5,3%, o que significaria uma "desinflação" em velocidade aquém da perseguida pelo Copom, segundo a instituição.
O BC vê como riscos para a inflação o comportamento do preço dos alimentos e a indexação da economia. Por outro lado, o BC avalia que o aumento do desemprego e a recessão podem produzir uma queda mais rápida da inflação, por exemplo, no setor de serviços.
A instituição também reafirma que a aprovação e implantação mais rápida das reformas propostas pelo governo na economia contribuiriam para uma queda mais rápida da inflação e dos juros.
"Todos os membros do Comitê enfatizaram que a continuidade dos esforços para aprovação e implementação dos ajustes na economia, notadamente no que diz respeito a reformas fiscais, é fundamental para facilitar e reduzir o custo do processo de desinflação. Não houve consenso sobre a velocidade desses ajustes, o que sugere que constituem, ao mesmo tempo, um risco e uma oportunidade", afirma o Copom.
A instituição sinaliza, inclusive, que alguns parte da melhora nas contas públicas pode depender de "medidas com impactos diretos desfavoráveis sobre a inflação", o que sugere aumento de impostos.
Para o BC, houve melhora perceptível do cenário econômico desde o início de junho, data da reunião anterior do Copom, com interrupção da queda do investimento e da produção industrial, e a economia deve se estabilizar em pouco tempo.
Últimas notícias
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Fim da escala 6x1: o que acontece se o Senado aprovar a PEC nesta quarta
Calendário de 2026 ainda reserva quatro feriadões; veja quais
Quaest: No DF, Flávio tem 50% das intenções de voto, e Lula, 40%
Willy Vaqueiro, cantor de Arapiraca, faz primeiro show em São Paulo no Centro de Tradições Nordestinas
Jovem é retirado de casa e é executado no Benedito Bentes, em Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Confira o que abre e fecha em Alagoas no feriado desta quarta-feira (16)
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
