Operação prendeu líder do PCC em AL e outros suspeitos de tráfico, homicídios e estelionato
A Segurança Pública de Alagoas apresentou na tarde desta quinta-feira (28), o balanço e os presos na operação denominada ‘Ciclone’, que foi deflagrada ainda na madrugada, com ações nas cidades de cidades de Maceió, Rio Largo e Palmeira dos Índios. Entre os detidos, suspeitos de tráfico de drogas, homicídios e estelionato, um homem apontado como líder em Alagoas de uma organização criminosa perigosa e de atuação nacional, o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ao todo, 32 mandados de prisão foram cumpridos por policiais civis e militares. Os suspeitos estavam sendo investigados há três meses, oito deles já estavam cumprindo pena no Sistema Prisional de Maceió. Durante as ações três suspeitos foram mortos porque teriam reagido as abordagens.
O líder do PCC (fora do presídio) em Alagoas, Rafael Costa Sampaio, o ‘Oacley’, preso na operação, assumia a função de controle e distribuição de todas as armas da facção no Estado. Ele estava no topo das duas subfacções situadas em Maceió e Rio Largo.

Rafael Costa Sampaio, o ‘Oacley, líder do PCC em Alagoas
Outro homem, identificado como Edmilson Alves de Brito, conhecido com ‘Puro Ódio’, e apontado como uma das lideranças em Rio Largo e Murici foi ferido em confronto e conseguiu fugir.
“A organização é gigantesca”, afirmou o delegado Gustavo Henrique, da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), acrescentando que, para desmantelar a organização criminosa, os policiais ficaram três dias sem dormir.
Entre os presos também estão Leandro de Almeida Lima, o ‘Ciclone’; e Paulo Sartorelli da Silveira, conhecido como ‘Alemão’. Contra ‘Ciclone’ pesa a acusação de dirigir a facção em Rio Largo. Já ‘Alemão’, conforme a polícia, comanda as ações da facção em Maceió.
Também foram presos Richard da Conceição de Oliveira, vulgo ‘Zulu’, acusado de tráfico de drogas; Rafael Silva de Assis, vulgo ‘TJ’; e Anderson Ribeiro Granja. Os mandados de prisão foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital. O bando apresentado é acusado de tráfico de drogas, homicídio e roubos à residência, veículos e transeuntes, além de estelionato.
Os três suspeitos que entraram em confronto com os policiais e terminaram mortos são: José Gilson dos Santos Júnior, o ‘Gladiador’, responsável por adulterar chassis de veículos roubados pelo grupo; Rafael Henrique da Silva, braço direito do ‘Oacley’; e Jardian, vulgo ‘Jal’ ou ‘Anjo’.
Durante a coletiva, o secretário Lima Júnior afirmou que não vai permitir questionamento de parentes de bandidos ou organização criminosa sobre o trabalho da polícia. “A operação é legítima, com cumprimento de mandados de prisão. Não aceito nenhuma inversão de valores”, asseverou.
Participaram da Operação Ciclone, o Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Policia de Guarda (BPGd), Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc), 1º Batalhão de Polícia Militar, Batalhão de Polícia de Eventos (BPE), Radiopatrulha (RP),Grupamento Aéreo, 10º Batalhão de Polícia Militar, Tigre, Asfixia, Operação Litorânea (Oplit) e Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), além dos Serviços de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e das polícias Civil e Militar.
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