Plano de segurança do Rio tem brechas em lugares de graves ocorrências
Há cerca de 50 mil agentes atuando na cidade incluindo polícia, Força Nacional e Forças Armadas
O Rio de Janeiro teve três casos graves de violência em vias expressas importantes ou perto de instalações olímpicas na primeira semana da segurança reforçada para os Jogos Olímpicos. Há cerca de 50 mil agentes atuando na cidade incluindo polícia, Força Nacional e Forças Armadas. Mas houve incidentes justamente em brechas do plano de proteção da cidade, isto é, onde não houve reforço de agentes externos.
Na noite de sábado (30), houve roubo que gerou pânico no Túnel Rebouças, com carros abandonados pelos motoristas na via e outros saindo na contramão. Houve relatos de tiros, sem confirmação da polícia. Na noite anterior, na sexta-feira, criminosos aproveitaram-se de acidente para assaltar motoristas no Elevado Paulo de Frontin, que dá acesso ao Rebouças. A PM confirmou as duas ocorrências e que os bandidos fugiram e não foram presos.
Ligação entre as zonas sul e norte, o túnel é um principais caminhos de turistas quando saem do Aeroporto do Galeão para a zona sul. Além disso, sua segunda galeria fica próxima da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde se realizarão competições de remo e canoagem da Olimpíada.
Ainda assim, ele não foi incluído entre as áreas especiais a serem protegidas por militares em negociação do Ministério da Defesa com o governo do estadual. Há 21 mil membros das Forças Armadas atuando com poder de polícia na cidade: ocupam as áreas da orla, Copacabana e Barra da Tijuca, e Aterro do Flamengo. Além disso, atuam nas vias expressas Linha Amarela, Vermelha e Transolímpica, que dão acerto do aeroporto para a zona oeste. São essas as áreas incluídas na GLO - tratado de cooperação entre Estado e governo federal.
A Polícia Militar informou que faz patrulhamento nos acessos ao túnel e tem um carro fixo entre as suas galerias. Ainda assim, não prendeu nenhum dos criminosos que realizaram os roubos. Há a possibilidade de incluir o Rebouças no plano de proteção feito pelas Forças Armadas em caso de revisão do plano de segurança por parte do governo do Estado e do Ministério da Defesa.
Outro local onde homens armados fizeram arrastão em motoristas foi na rua Paisandu, no Flamengo, na terça. A região fica a 500 metros do Aterro do Flamengo onde há militares armados atuando para proteger as instalações da Marina da Glória, onde ocorrerá a vela. O trecho ainda terá a passagem da maratona olímpica. Militares têm a orientação de intervir se houver ocorrências em suas áreas de atuação, e só podem expandir se houver interrupção das vias.
Além dos militares, o Rio tem o reforço de 6 mil homens da Força Nacional. Mas eles só atuam na proteção de instalações olímpicas, o que inclui, por exemplo, o hotel do COI onde ficam os cartolas da entidade.
Questionado sobre os incidentes durante esta semana, o presidente do COI, Thomas Bach, disse que confia nas autoridades brasileiras para dar segurança à cidade durante os Jogos. “Temos confiança nas medidas de segurança tomadas pelas autoridades. COI tem monitorado medidas de segurança relacionadas. O que vimos que podemos confiar forças militares e de segurança até agora”, afirmou o dirigente.
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