MPT/AL constata fraude no valor de R$ 4 milhões entre usina e supostos empregados
O Ministério Público do Trabalho do Estado de Alagoas (MPT/AL) constatou que dois funcionários da Usina São Simeão fingiram ser empregados comuns da usina para obter, junto com a empresa, créditos trabalhistas em benefício próprio. A constatação ocorreu, após o procurador do Trabalho Victor Hugo Carvalho instaurar um inquérito civil para apurar as irregularidades.
A Justiça do Trabalho acatou, na última terça-feira, 2, a ação rescisória ajuizada pelo MPT/AL ao suspender, provisoriamente, duas reclamações trabalhistas que caracterizam fraude entre a usina São Simeão e supostos empregados da empresa.
Os dois supostos empregados, identificados como Jovino Lopes de Omena Filho e Dagoberto Uchôa Lopes de Omena Filho, ajuizaram reclamações trabalhistas requerendo o pagamento de horas extras, verbas rescisórias, férias, 13º salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e outros benefícios, com a alegação de que trabalharam por 24 anos na usina, no cargo de assessor de direção. Entretanto, Jovino e Dagoberto Omena são, na verdade, filhos de sócios da Usina São Simeão e, portanto, também se encontram na condição de sócios ou proprietários da empresa.
A justiça chegou a acatar os pedidos dos supostos empregados e decidiu que a usina teria que pagar cerca de R$ 4 milhões a Jovino Omena e aproximadamente R$ 560 mil a Dagoberto – altos valores que poderiam ser destinados para pagamentos de créditos a reais trabalhadores da empresa. Estranhamente, a usina São Simeão não apresentou nenhum recurso contra a decisão favorável aos “trabalhadores” e um dos supostos empregados teve diversos aumentos salariais, mesmo após ser desligado da empresa – os fatos mostraram que a usina teve participação na fraude trabalhista.
O Ministério Público do Trabalho busca, em caráter definitivo, a desconstituição da sentença favorável a Jovino Omena Filho e Dagoberto Omena Filho, e pede à justiça que seja proferida nova sentença julgando improcedentes os pedidos feitos pelos supostos empregados. O MPT aguarda que o patrimônio restante da usina seja utilizado para garantir pagamentos aos verdadeiros credores trabalhistas.
Além de suspender todos os atos das reclamações propostas pelos falsos trabalhadores, a justiça determinou que estará suspensa qualquer homologação de acordo judicial, até o julgamento final da ação rescisória.
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
