Não podemos permitir que nos dividam, diz Obama em cerimônia
Depois de respeitar um minuto de silêncio na Casa Branca às 8h46 (9h46 de Brasília), hora em que o primeiro avião atingiu as Torres Gêmeas em Nova York, o presidente dos EUA, Barack Obama, participou neste domingo (11) de uma homenagem às vítimas dos atentados de 11 de setembro no Pentágono, que também foi atingido 15 anos atrás.
Em um discurso diante de sobreviventes e famílias de vítimas, o presidente afirmou que a maior lição do 11/9 deve ser a resistência dos americanos a tentativas de alimentar divisões no país, num momento em que os EUA vivem uma das mais polarizadas disputas presidenciais de sua história.
"No fim das contas, a homenagem mais duradoura às pessoas que perdemos é assegurar a América que continuamos a ser. Que nos mantemos fiéis a nós mesmos e ao que temos de melhor. Que não permitimos que outros nos dividam", disse o presidente, que deixa a Casa Branca em janeiro.
Os desdobramentos dos atentados de 11 de setembro são motivo de críticas constantes do candidato presidencial republicano, Donald Trump, à sua rival democrata, Hillary Clinton, e ao presidente Obama. Trump acusa o atual governo de ter permitido a ascensão da facção terrorista Estado Islâmico (EI), ao reduzir a presença militar americana no Iraque, e propôs vetar a entrada de muçulmanos nos EUA caso seja eleito.
A maioria dos especialistas aponta a invasão do Iraque, ordenada pelo então presidente George W. Bush em 2003, como o principal fator que levou ao surgimento do EI. Hillary e Obama condenam Trump por dividir os americanos, com um discurso xenófobo e baseado no medo.
"Quinze anos podem parecer muito tempo, mas para as famílias que perderam um pedaço de seu coração naquele dia, imagino que é como se tivesse sido ontem. Talvez seja a lembrança do último beijo dado a um esposo ou o último adeus dado a uma mãe, um pai, uma irmã ou um irmão", disse. "Tenho consciência de que nenhuma palavra ou ação jamais apagará a dor de sua ausência".
No Pentágono, Obama exaltou os avanços na guerra ao terrorismo durante o seu governo, como os "golpes devastadores" desferidos contra a Al Qaeda e a eliminação de seu líder, Osama bin Laden, numa operação militar americana. Desde o 11/9, disse o presidente, o terrorismo assumiu outras facetas, como demonstraram atentados como os cometidos por cidadãos americanos em San Bernardino (Califórnia), em 2015, e em Orlando (Flórida), em junho deste ano.
"Talvez acima de tudo, nos mantivemos fiéis ao espírito deste dia não apenas defendendo o nosso país, mas também os nossos ideais. Em 15 anos nesta luta, o terrorismo evoluiu. Com nossas defesas fortalecidas, o terror com frequência tenta atacar em escala menor, mas mortífera. Ideologias de ódio incentivam pessoas em seus próprios países a cometer inqualificável violência", disse Obama.
"Grupos como a Al Qaeda e o EI sabem que nunca serão capazes de derrotar um país grande e forte como os EUA, então em vez disso eles tentam nos aterrorizar na esperança de instaurar o medo e nos jogar uns contra os outros e mudar quem somos e como vivemos. E é por isso que é tão importante hoje que reafirmemos nosso caráter como nação. Pessoas vindas de todos os cantos do mundo, todas as cores, todas as religiões, todas as origens, ligadas por uma crença tão antiga quanto nossos fundadores", afirmou o presidente. "Somos um. Sabemos que nossa diversidade não é uma fraqueza. Ainda é e sempre será uma de nossas grandes forças".
Dos quatro aviões sequestrados nos atentados, dois se chocaram contra as Torres Gêmeas, um atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, e o quarto caiu num campo do Estado da Pensilvânia (nordeste) depois que passageiros atacaram os terroristas. No total, 2.996 morreram. O ataque ao Pentágono deixou 184 mortos quando o voo 77, Washington-Los Angeles, foi desviado pelos terroristas e se chocou contra o lado ocidental do prédio.
Um memorial com 184 monumentos às vítimas foi erguido no local, onde o presidente americano afirmou que a melhor forma de homenageá-los é com a defesa de princípios como liberdade e tolerância.
"Como americanos, não nos rendemos ao medo. Vamos preservar nossas liberdades e o modo de vida que nos torna um farol para o mundo", disse Obama. "Temos a oportunidade todos os dias, como indivíduos e como nação, de estar à altura dos sacrifícios dos heróis que perdemos".
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