Segundo HGE, tentativa de suicídio é a segunda causa de atendimento mais frequente
O Hospital Geral do Estado (HGE) atendeu 2.496 casos de violência de notificação compulsória, no período de 2014 a junho de 2016. Entre eles, as tentativas de suicídio representaram a segunda causa mais frequente de violência atendida – 171 casos em 2014, 175 em 2015 e 85 até junho deste ano. A primeira causa foi a de agressão física e a utilização de drogas ou venenos é a mais incidente nas violências autoprovocadas.
Os dados são do Sistema de Informação de Agravo de Notificação (Sinan), disponibilizados em boletim informativo do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE) do HGE, que ainda revelam uma maior proporção de casos no sexo feminino, tendo sido o ano de 2014 a maior diferença entre os sexos: 124 mulheres para 47 homens em 2014, 105 mulheres para 70 homens em 2015 e 55 mulheres para 30 homens até junho de 2016.
Quanto às faixas etárias, em 2014, a de 30 a 39 anos entre as mulheres apresentou maior número de casos, seguida da faixa entre 20 e 29 anos. “Isso indica um crescimento no número de casos de suicídio na população mais adulta”, alertou a coordenadora do NHE, Alessandra Viana.
Entre os homens, a maior ocorrência tem sido no adolescente e adulto jovem, sendo 2014 o período com maior quantidade de registros na faixa etária de 20 a 29 anos; e em 2015, o crescimento foi entre os jovens de 15 a 19 anos.
“No entanto, nos dados parciais de 2016 tem-se observado que a faixa etária de 40 a 49 anos passou a ocupar o primeiro lugar, juntamente com a de 20 a 29 anos. Também percebemos o crescimento no número de casos na faixa etária superior 60 anos ao longo dos três anos”, ressaltou a coordenadora.
As drogas e os venenos estão entre os métodos para o suicídio mais predominante, tendo inclusive participação em mais de 80% dos casos do sexo feminino em todos os anos. O segundo meio mais adotado pelos pacientes atendidos no HGE que atentaram contra a própria vida foram os objetos perfurocortantes.
“No caso dos perfurocortantes, as mulheres tiveram a segunda maior preferência durante os três anos, mas os homens somente em 2014, pois a partir de 2015 eles passaram a buscar o enforcamento com maior frequência, após o envenenamento”, detalhou Alessandra Viana.
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