PM constata irregularidades e Justiça firma TAC com fazenda para compensar danos ambientais
Batalhão de Polícia Ambiental noticiou irregularidades, que foram confirmadas pelo Instituto do Meio Ambiente
Como forma de garantir a compensação ambiental por danos causados a área de preservação permanente (APP), a 5ª Promotoria de Justiça da Capital firmou um termo de compromisso de ajustamento de conduta (TAC) com a Fazenda Nossa Senhora das Graças. O Núcleo de Defesa do Meio Ambiente do 1º Centro de Apoio Operacional do Ministério Público do Estado de Alagoas apoiou a adoção da medida de responsabilização civil.
O proprietário da fazenda localizada no Povoado de Fleixeiras, zona rural do Município de Igreja Nova, responde pelo represamento de água próximo de uma nascente sem licença ambiental. Além da barragem, o fazendeiro construiu viveiros de peixes para prática de piscicultura, também sem autorização dos órgãos competentes.
O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) noticiou as irregularidades da fazenda, que foram confirmadas pelo Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA). O Ministério Público Estadual instaurou inquérito civil público para apurar as denúncias em agosto e realizou duas audiências, que contaram com a participação da parte investigada, do IMA e da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos.
Como resultado das reuniões, firmou-se o TAC em relação à responsabilização civil pelos danos ambientais. No âmbito criminal, houve atuação do órgão ministerial, que com a suspensão condicional do processo já conseguiu garantir o reflorestamento da área.
O reflorestamento será feito pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), mediante termo de adesão e compromisso de projeto para recomposição da mata ciliar.
Responsabilização
Apesar da garantia de recuperação e mitigação do dano ambiental com o reflorestamento da área degradada e desobstrução do leito do rio, os promotores de Justiça Lavínia Fragoso e Alberto Fonseca consideram as medidas insuficientes para encerrar a responsabilidade civil do causador do dano.
“Assim resta a compensação ambiental, numa perspectiva conglobante, levando em consideração, inclusive, o dano moral coletivo e o dano ambiental intercorrente, a ser efetivada com a doação de equipamentos para utilização na Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco em Alagoas”, explicam os representantes do Ministério Público Estadual.
Os promotores de Justiça ressaltam o fato do curso d'água interrompido fazer parte da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, o que motivou o direcionamento do TAC para o fortalecimento da FPI do São Francisco.
A 5ª Promotoria de Justiça da Capital tem atribuições em todas as bacias hidrográficas de Alagoas, exceto em rios federais.
Últimas notícias
Caso Marielle e Anderson: STF condena irmãos Brazão a 76 anos
Advogado sustenta que queda de criança foi acidente e questiona provas da acusação no júri
MPAL promove reunião com órgãos estaduais para discutir direitos humanos e cidadania nas escolas
IMA diz que mortandade de peixes em Jequiá da Praia foi provocada por ações humanas
Polícia Militar flagra extração irregular de minério durante Operação Onda Verde
Marginal do Piauí, com recursos articulados por Arthur Lira, impulsiona desenvolvimento em Arapiraca
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
