Grupo de 19 brasileiros desaparece ao deixar as Bahamas rumo aos EUA
O Ministério das Relações Exteriores está tentando localizar um grupo de 19 brasileiros que desapareceu depois de deixar as Bahamas rumo aos Estados Unidos, onde buscavam entrar ilegalmente, informou o Itamaraty neste domingo (25). Tanto a embaixada brasileira em Nassau quanto o consulado brasileiro em Miami, nos EUA, estão atuando no caso, de acordo com o Itamaraty. O grupo estaria desaparecido desde 6 de novembro.
Por se tratar de um caso que ainda está em apuração, o Itamaraty não divulgou nem confirmou a identidade dos desaparecidos. O governo brasileiro ressaltou que está em contato permanente com os familiares dos desaparecidos para tentar localizá-los. A reportagem tentou entrar em contato com a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, mas foi informada de que só poderia obter resposta na próxima terça-feira (27).
Segundo o jornal "Diário do Rio Doce", a maioria dos brasileiros do grupo são de Minas Gerais e do Pará. Eles estariam em um barco com dezenas de imigrantes que deixou as Bahamas rumo aos Estados Unidos. Segundo o jornal, o sumiço deixou apreensivas várias famílias da região de Governador Valadares.
Identidades
Entre os desaparecidos, de acordo com o jornal "Diário do Rio Doce", estão os brasileiros Márcio Pinheiro de Souza e Renato Soares de Araújo, moradores de Sardoá (MG); Arlindo de Jesus Santos, de Rondon do Pará (PA); além de Bruno Oliveira Souza, Reginaldo Ferreira Martins, um homem de prenome Diego e outros treze cujas identidades e procedência ainda são desconhecidas, informa o jornal mineiro.
"O Márcio fez o último contato com a família no sábado, dia 5 de novembro, dizendo que faria a travessia para os EUA no domingo. Depois disso ele sumiu e ninguém mais dá notícia de seu paradeiro", disse ao jornal uma mulher de nome Jeniffer, que é amiga de Márcio Pinheiro de Souza, um dos desaparecidos.
"Já fiz contato também com a polícia de fronteira dos EUA, com o Departamento de Imigração, com o consulado brasileiro, mas ninguém sabe de nada. Não falam se ele foi morto ou preso, e isso faz aumentar nossa agonia", acrescentou Jeniffer.
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