Corretor denunciado por matar PM durante abordagem é ouvido em audiência
Acontece nesta sexta-feira (10) a continuação da audiência de instrução referente à morte do capitão da Polícia Militar de Alagoas, Rodrigo Moreira Rodrigues, morto a tiros no dia 9 de abril do ano passado, durante uma ocorrência no bairro Santa Amélia, em Maceió, pelo corretor de imóveis, Agnaldo Lopes de Vasconcelos, 49 anos. A audiência é conduzida pelo juíz Geraldo Amorim, titular da 9ª Vara Criminal da Capital e ocorre no salão do Tribunal do Júri 3, no Fórum do Barro Duro.
A família do PM realiza uma manifestação na entrada do salão do júri, pedindo justiça. A audiência é aberta ao público e tem a presença de outros policiais militares.
Segundo informações da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Alagoas, já foram ouvidas as testemunhas indicadas pelo Ministério Público Estadual, no dia 27 de janeiro e as testemunhas da assistência de acusação. Na sequência, as testemunhas de defesa.
Também foi ouvido, Fernando Antônio Mangueira Gomes, vizinho de frente do réu, Agnaldo Lopes. Ele afirma que não viu a chagada dos policiais à casa do corretor porque dormia no momento, quando acordou com os tiros. "Ouvi o grito do rapaz pedindo socorro porque tinha um policial ferido".
No momento, o depoimento é de Karollyne Monteiro de Almeida, namorada do corretor, que estava na casa dele no momento do incidente. Ela afirma que os dois não sabiam se Rodrigo era policial militar.
“A todo momento a gente tinha dúvida se realmente se tratava de polícia, porque quando [a polícia] chegou à casa, se identificou como sendo segurança do condomínio por diversas vezes”, disse a namorada em depoimento, acrescentando que os policiais não foram agressivos inicialmente no momento de se identificarem como segurança do condomínio, mas que gritaram na sequência: “Abra a porta filho da p*ta, é a polícia”, afirmou Karollyne.
Agnaldo Lopes será o último a ser ouvido na audiência. Fazem a defesa do réu os advogados Joanísio Pita de Omena Júnior e Ricardo Lôbo Ramires Malta. Pelo Ministério Público, atua o promotor José Antônio Carlos Malta Marques. O assistente de acusação é o advogado Welton Roberto.
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