População sofre com desabastecimento e reclama de retirada de água por carros-pipa
Moradores de Jundiá, na Zona da Mata Alagoana, sofrem com a falta de água nas torneiras. Isto porque o açude, que faz o abastecimento, está com a quantidade de água abaixo do nível de normalidade. Na última sexta-feira (24), o governo do estado decretou situação de emergência no município, por um período de 180 dias.
O padre da Igreja Nossa Senhora da Conceição, de Jundiá, José Fernando, afirma que o açude já não possui água suficiente para atender a população da cidade, e mesmo assim, os moradores assistem carros-pipa se dirigindo ao local para pegar a pouca água que resta e abastecer outros municípios, como o de Colônia Leopoldina e Novo Lino.
"Desde semana passada estamos sofrendo com isso. Tem dias que passamos o dia inteiro sem água. Hoje veio, com meia hora faltou. O reservatório não dá para suprir a cidade. Se a gente tivesse, ajudava, mas não temos nem para a gente", expõe o padre.
A retirada da água era permitida pela Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), mas, de acordo com o gerente da Unidade de Negócio Leste, Judiron Pena, a atividade foi suspensa depois que a produção diminuiu, para não comprometer o abastecimento da população. No entanto, o padre moveu a comunidade para impedir novamente a retirada de água do local que já estava sendo providenciada pelos carros-pipa na manhã desta segunda-feira (27).
De acordo com a Casal, o abastecimento de água em Jundiá está sendo afetado pela estiagem e por desvios de nascentes para abastecimentos de tanques para piscicultura.
"A Casal vem buscando a realização de ações que minimizem o desabastecimento. No entanto, deve-se ressaltar que a ausência de chuvas é o fator que mais impacta na situação atual", afirma Judiron Pena.
Outro problema relatado pela população é a sujeira no açude, que está coberto de lama. A Casal informou que realiza a limpeza anualmente e que a próxima deverá ocorrer em 30 dias.
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