Seduc confirma atraso salarial e reconhece falta de fiscalização em transporte de alunos
Mães de estudantes de Maceió que dependem dos transportes escolares vinculados ao governo estadual denunciam problemas estruturais, devido à superlotação dos coletivos. Segundo apuração, cerca de 80 alunos estão sendo transportados em um único ônibus, sendo 50 sentados e 30 em pé.
Segundo um motorista que preferiu não se identificar, a superlotação ocorre por causa de demissões de outros profissionais e o atraso dos salários dos motoristas que estão exercendo a atividade, o que tem provocado redução na frota.
Por não estar recebendo, ele alega que muitos não têm condições de pagar pela manutenção dos veículos, visto que, a exemplo de um problema com um pneu, o valor do reparo pode chegar a R$ 1.600. A redução da frota tem causado superlotação em diversas linhas. Para proteger a identidade da fonte, não será divulgada qual a linha de ônibus denunciada.
O 7 Segundos entrou em contato com a Secretaria de Educação do Estado de Alagoas (Seduc), que por meio da assessoria de imprensa, reconheceu que há atraso no salário dos motoristas. Segundo o trabalhador, a categoria recebeu até o mês de fevereiro, e desde então, não houve mais pagamento.
Apesar de reconhecer o atraso, a Seduc diz que depende de uma relação com a lista de frequência dos alunos, para identificar a quantidade de estudantes que estão sendo transportados. Esta relação é enviada pela Cooperativa dos Proprietários Autônomos de Ônibus, Vans e Automóveis Rodoviários, Turismo e Urbano do Estado de Alagoas (Coopeal –Bus), que presta serviços de transporte escolar para o Estado.
A Secretaria efetua o pagamento dos trabalhadores à Cooperativa, que se responsabiliza a pagar os funcionários. O pagamento inclui o salário e o frete dos veículos. Segundo a Coopeal-Bus, os motoristas são responsáveis pela manutenção. À reportagem, o diretor-secretário da cooperativa, Josevaldo Batista Santos informou que solicitou o pagamento de fevereiro, que foi efetuado somente no dia 27 de abril. “O do mês de março está protocolado, a justificativa é que estão analisando o processo”, afirma o diretor-secretário da cooperativa, Josevaldo Batista Santos.
Lotação
A mãe de um dos estudantes, em contato com 7 Segundos disse que não há supervisão nos ônibus para controlar a quantidade de alunos para cada coletivo. De acordo com a Coopeal-Bus, há 130 ônibus na capital para cerca de 6000 alunos, o que equivale a 46 alunos por transporte, o que não reflete à realidade.
A reportagem questionou à Secretaria se há fiscalização para reconhecer esses problemas, e, por meio de assessoria de imprensa, afirmou que não há monitores e que não há legislação ou obrigação legal para a prática. Mas informou que toma as providências cabíveis, através de denúncias realizadas por mães, funcionários ou pelos próprios alunos. No entanto, não há nenhuma oficializada junto à Secretaria.
Últimas notícias
Pesquisa Quaest aponta desgaste de Lula e cenário indefinido para 2026
Caio Bebeto alerta para risco de desabamento e insegurança em imóvel abandonado em Ipioca
Pela quarta vez, Deputado Fabio Costa assume vaga titular na Comissão de Segurança da Câmara
Novo tomógrafo do Hospital de Emergência do Agreste agiliza diagnóstico de traumas e AVC
Atalaia transforma a Busca Ativa Escolar em protocolo de proteção e cuidado com crianças e adolescentes
PF apreende 152 frascos de tizerpartida proibida pela Anvisa e prende suspeito por contrabando
Vídeos e noticias mais lidas
Defesa de Vitinho repudia oferta de recompensa e afirma que jovem corre risco de vida
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
Prefeito Luciano garante pavimentação de mais dois bairros de Arapiraca
Vigia que ‘terceirizou’ próprio posto terá de ressarcir aos cofres públicos R$ 104 mil
