Oito novas máquinas reforçam o Serviço de Hemodiálise no HGE
Capacidade de realizar o procedimento passa de três para 12 pessoas por dia
O Serviço de Hemodiálise no Hospital Geral do Estado (HGE) ganhou reforço com a aquisição de oito novas máquinas, sendo quatro de diálise e quatro de osmose. Com isso, o que antes era oferecido por um único par de aparelhos, que só funcionam juntos, a no máximo três doentes renais por dia, agora passa a ser oferecido a até 12, sem a necessidade de deslocamento para hospitais contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Quatro técnicos e uma enfermeira já estão sendo treinados para o manuseio dos novos equipamentos, que segundo a enfermeira Andrea Loureiro, enviada pelo fabricante para realizar o treinamento no HGE, os equipamentos são os mais modernos disponíveis atualmente no mercado para realizar a diálise. Este procedimento, segundo explicou a técnica, visa suplementar as falhas da função renal, que não conseguem eliminar água e produtos de excreção do sangue, enquanto a osmose, faz o tratamento da água que servirá na hemodiálise.
“Eles são automatizados, podem informar o K/TV on line, realizar diálise sequencial, punção única, apresentar os perfis de sódio, ultrafiltração, carbonato, entre outras funções. O investimento realizado no HGE é relevante, porque salva vidas, uma vez que, se a diálise acontecer em doses inadequadas, as consequências são vistas a médio e longo prazo, trazendo de volta os doentes em situação até mais grave”, argumentou a especialista.
A supervisora médica do HGE, Janaína Gouveia, salientou anteriormente um único aparelho percorria todos os setores do maior hospital público de Alagoas. “Agora temos dois de uso exclusivo da UTI [Unidade de Terapia Intensiva], um somente para doentes do coração internos na UDT [Unidade de Dor Torácica] e outro para atender, conforme a necessidade, a Pediatria e a Unidade de AVC [Acidente Vascular Cerebral]”, informou.
A hemodiálise, segundo a médica, é o método de filtração de sangue realizado por uma máquina, que limpa e filtra o sangue, ou seja, faz o trabalho que o rim doente não consegue fazer, retirando as impurezas.
“Este procedimento libera o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos. Também controla a pressão arterial e ajuda o corpo a manter o equilíbrio de substâncias como sódio, potássio, ureia e creatinina. É indicado aos pacientes com insuficiência renal aguda e crônica”, informou a supervisora.
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