Turista espanhola é morta a tiro pela polícia na Rocinha
Segundo a PM, grupo de turistas não obedeceu à ordem de parar em mais um dia de tiroteio da comunidade
Uma turista espanhola foi morta a tiro, na manhã desta segunda-feira, na Favela da Rocinha, Zona Sul do Rio. Segundo a PM, o tiro foi disparado pela policia após o carro em que ela estava, junto com outros turistas, furar um bloqueio feito pela corporação. Maria Esperanza Ruiz Jimenez tinha 67 anos e estava em um Fiat Freemont com um guia, um italiano, e mais dois espanhóis. O PM que atirou na idosa - um tenente - foi preso em flagrante pela Corregedoria da PM. Já um soldado, que fez um disparo a esmo, também foi autuado em flagrante.
Segundo a polícia, por volta das 10h30m, o carro rompeu o bloqueio policial no Largo do Boiadeiro. "Houve reação da guarnição, atingindo o veículo", diz a nota da PM.
"Por volta das 10h30, um veículo Fiat Fremont rompeu o bloqueio policial no Largo do Boiadeiro. Houve reação da guarnição, atingindo o veículo. Durante a abordagem, verificou-se que se tratava de um veículo para transporte de turistas. Uma mulher espanhola ferida foi socorrida ao Hospital Miguel Couto, mas não resistiu. A Corregedoria da Polícia Militar está apurando o caso", diz trecho da nota da PM.
TIROTEIO DEIXOU DOIS PMS FERIDOS
Mais cedo, um policial militar foi atingido na cabeça e o outro, no peito na comunidade, que vivencia, desde 17 de setembro, uma disputa pelas bocas de fumo travada pelas quadrilhas de Rogério Avelino dos Santos, o Rogério 157, e de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso em Rondônia. Os dois PMs foram levados para o Hospital Miguel Couto.
Em nota, a PM diz que um suspeito também ficou ferido no confronto:
"Policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) entraram em confronto com criminosos em duas localidade da Rocinha, no 199 e na Rua 1. Dois policiais foram feridos e encaminhados ao Hospital Miguel Couto. Uma pistola Glock com kit rajada foi apreendida nesse confronto. Um criminoso de vulgo Meteoro ferido também foi socorrido ao mesmo hospital", diz ainda a nota.
Os disparos na favela foram ouvidos em vários locais da Zona Sul. Na Pontifícia Universidade Católica (PUC), na Gávea, alunos e professores se assustaram com os barulhos dos disparos. No Alto Leblon, moradores relataram ter ouvido rajadas vindas na região de mata.
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