Cresce apoio à descriminalização do aborto, aponta Datafolha

Pesquisa do instituto Datafolha apontou que o número de brasileiros favoráveis à descriminalização do aborto aumentou de 23%, no ano passado, para 36% em 2017. Apesar do crescimento de 13 pontos percentuais, eles são minoria diante dos 57% que acreditam que a mulher deve ser punida e ir para a cadeia por fazer um aborto. Dos entrevistados, 7% não souberam se posicionar sobre o tema.
No total, 2.765 pessoas participaram do levantamento, realizado em 192 municípios do país nos dias 29 e 30 de novembro.
A legislação brasileira autoriza o aborto quando há risco de morte da mãe ou quando ela foi vítima de estupro. Nessas situações, mais brasileiros consideraram aceitável interromper uma gravidez: no primeiro caso, 61% acreditam que a mulher deve ter direito a abortar, e no segundo, 53%.
Perfil
Fatores como sexo, idade, renda, escolaridade, crença e local de residência foram considerados no levantamento. A pesquisa revelou que homens e mulheres tem opiniões similares no assunto. 58% dos homens e 56% das mulheres são favoráveis à descriminalização – o que significa índices equivalentes, uma vez que a margem de erro é de dois pontos percentuais.
Os resultados mostraram que ser jovem, ter alta escolaridade e alta renda familiar são características recorrentes nas pessoas que se declaram a favor do fim do crime de aborto. Dentre os brasileiros que completaram apenas o ensino fundamental, 71% acreditam que mulheres que abortam devem ser punidas. Essa taxa cai para 34% entre as pessoas que possuem ensino superior completo.
A diferença percentual percebida para diferentes escolaridades é parecida entre aqueles que têm renda mensal superior a dez salários mínimos e os brasileiros que ganham até dois salários mínimos: 70% dos que ganham mais apoiam a descriminalização, enquanto apenas 26% do segundo grupo se diz a favor da punição para quem aborta.
Analisando as faixas de idade dos entrevistados, os mais contrários à punição são os jovens de 16 a 24 anos: 44% são contra a prisão de mulheres que abortam. No outro extremo, 61% dos brasileiros que têm entre 45 a 59 anos acreditam que o aborto deve continuar sendo crime no Brasil.
A pesquisa mostrou que a maioria dos evangélicos é a favor da pena de prisão para a prática: 65% declararam essa posição. Entre os ateus, essa taxa cai para 17% — ou seja, 83% apoiam a descriminalização.
O Sudeste foi a região que contou com o maior índice de brasileiros contra a punição do aborto: foram 44%. Norte e Nordeste ficaram tecnicamente empatados com 65% e 66%, respectivamente, que se disseram a favor da punição do aborto.
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