Após vistoria, carregamentos de açúcar são paralisados no Porto de Maceió
A fiscalização contou com a participação da Polícia Federal
Uma vistoria de rotina da Auditoria Fiscal do Trabalho em Alagoas, interditou na tarde desta sexta-feira, 26, as operações de carregamento de açúcar em navios no Porto de Maceió. A ação é a continuidade de uma operação que teve início em 2016, quando o grupo móvel de Auditores Fiscais do Trabalho, do Ministério do Trabalho, constituído por sete profissionais estiveram em Alagoas para avaliar a situação das condições de trabalho no local.
De acordo, com o auditor fiscal do trabalho em Alagoas, César Marques, o Ministério Público do Trabalho (MPT) convocou o Ministério do Trabalho (MTE), através da auditoria fiscal para uma audiência recentemente sobre a empresa que opera no porto. “Fomos chamados para audiência, visto que na ocasião, em 2016, vários problemas foram encontrados, três muito graves, incluindo a esteira que transporta o açúcar para os navios. Foi dado um prazo para a empresa regularizar o funcionamento das atividades, mas não foi cumprido”, informou César.
Segundo César Marques, a empresa alegou na época que não havia condições para que fossem realizadas as mudanças necessárias, no prazo estipulado. “A empresa teve tempo para realizar os procedimentos necessários, mas não cumpriu nenhum termo de ajuste de conduta (TAC) firmados tanto com o MPT quanto o MTE. Na fiscalização realizada hoje pela manhã, constatamos que os funcionários corriam o risco de esmagamento de algum dos membros, pois a esteira não tinha nenhuma proteção para o trabalhador”, disse o auditor fiscal.
César Marques informou que houve resistência por parte da empresa quando o Termo de Interdição foi lavrado, e que quando retornou com os documentos impressos, nenhum representante da empresa estava no local. “A empresa se recusou a mostrar os documentos solicitados para os auditores e além disso, quando retornamos ao local, constatamos o pleno funcionamento das atividades, mesmo após termos realizados a interdição. Tivemos que chamar a Polícia Federal para servir de testemunha, uma vez que os funcionários não assinaram os documentos”, concluiu Marques.
Veja também
Últimas notícias
Queda em obra mata trabalhador de 58 anos em Rio Largo; suspeita é de choque
Estudos técnicos vão investigar rachaduras em casas na zona rural de Craíbas
Deputada Gabi Gonçalves realiza edição especial do Gabi Para Baixinhos no Vila Trampolim
Polícia Civil cumpre mandado de prisão por estupro e lesão corporal em Barra de Santo Antônio
Sine Jaraguá vai suspender atendimento ao público para mudança de prédio
PMAL e órgãos ambientais deflagram ações integradas para proteção do meio ambiente
Vídeos e noticias mais lidas
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
