Real x PSG, um duelo precoce nesta quarta, na Liga dos Campeões
Com elencos estelares, equipes têm ambições gigantescas
O nível dos concorrentes impede que o duelo entre Real Madrid e Paris Saint-Germain, nesta quarta-feira, às 17h45, seja considerado uma final antecipada da Liga dos Campeões. Mas o mundo olha para este duelo com a sensação de que ele chegou antes da hora, ainda nas oitavas de final. Daí, ocorre o inevitável: são tão estelares os elencos, tão gigantescas as ambições, que ao perdedor estará reservada uma grande decepção.
Trata-se do mais simbólico choque desta fase. Porque opõe dois conceitos opostos de clube: o Real Madrid exala tradição, história, o clube associativo que se tornou global através de suas realizações ao longo de mais de um século de história; o PSG, 68 anos mais novo, comprado por um fundo de investimentos controlado por um país s para ser a face esportiva de um projeto que visa estreitar laços entre o Qatar, dono de gigantescas reservas de gás, e o mundo. O soft power através do futebol.
Os espanhóis têm 12 títulos na história do torneio, três nos últimos quatro anos. É um acumulador de astros do jogo e de títulos, um gigante que se alimenta de ganhar. O PSG retrata a tentativa de construir um gigante. Neymar, contratado por mais de R$ 800 milhões para capitanear o projeto de expansão esportiva, mas também para sinalizar ao mundo o poderio do Qatar, apesar do embargo imposto por países vizinhos, é uma espécie de homem-clube. Desfruta de regalias, de um aparato a seu dispor para que brilhe, busque sonhadas conquistas individuais, como o posto de melhor do mundo, em troca da ascensão do clube francês ao topo. Junto com ele, o projeto qatari.
Mas haverá muito em jogo. —, trata-se da única chance ainda viável de título na temporada. Já eliminados na Copa do Rei, os merengues estão a 17 pontos do Barcelona no Nacional. No caso do PSG, primeiro no Francês com folga, a pressão tem a ver com a expectativa criada em torno da Champions. A fortuna gasta para tirar Neymar do Barcelona e Mbappé do Monaco visam justamente a saciar o fetiche da expansão de uma potência, por ora, doméstica.
Embora as duas equipes se destaquem pelas forças de seus elencos, com ao menos 31 atletas que deverão ser convocados para a Copa da Rússia entre eles, há também um ingrediente individual ao confronto. Esta é a maior chance que Neymar já teve para provar que está no mesmo patamar de Cristiano Ronaldo e, quem sabe, Lionel Messi, os quais precisa desbancar para cumprir sua obsessão pessoal da Bola de Ouro. Não há garantias, especialmente em ano de Copa do Mundo, mas será difícil para o brasileiro chegar lá se fracassar em sua primeira grande missão na França. Também haverá fome do português, naturalmente insaciável e que está bem atrás do arquirrival argentino na atual temporada.
Se à época do sorteio das oitavas de final, ainda em dezembro, o vento era favorável ao Real Madrid, hoje é possível notar uma mudança de direção pró-PSG. Os constantes tropeços de Cristiano Ronaldo & cia no Espanhol levaram o técnico Zinedine Zidane, o mais vitorioso da história do clube, a reconhecer que seu cargo está ameaçado. Também fizeram com que a imprensa local antecipasse as manchetes sobre a busca por reforços. No topo dessa lista de desejos está Neymar.

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