Simaria se emociona ao falar da doença que a afastou dos palcos
Em entrevista ao Fantástico, a irmã de Simone detalhou todo o processo desde a descoberta de que estava com tuberculose ganglionar
Afastada dos palcos desde abril, a sertaneja Simaria, dupla com Simone, concedeu uma entrevista ao Fantástico neste domingo (28) para falar da doença que a obrigou a fazer uma pausa na carreira para cuidar da saúde. Na conversa, a cantora detalhou todo o processo desde a descoberta de que estava tuberculose ganglionar.
"Minha língua secava, eu não respirava direito. Não sei como conseguia fazer o shows. Eu voltava pro camarim o tempo todo porque minha pressão baixava", disse, ao relatar os primeiros sintomas. "Eu voltava para o camarim, colocava sal na boca e voltava para o palco. Eu entendi que era hora de ir para casa e procurar um médico", revelou.
A tuberculose ganglionar é uma infecção bacteriana que acomete as vias aéreas superiores e os gânglios linfáticos. Por conta do aumento dos linfonodos, a doença normalmente é associada a tuberculose pulmonar. Os sintomas são emagrecimento, febre e queda do estado geral. Apesar disso, a doença não é transmissível.
"Falavam para mim: 'Você está muito magra, pelo amor de Deus, vai se cuidar'. Peso 50 quilos e caí para 42. Eu não podia pegar meu filho no colo porque não tinha força. Ele tem 2 anos e meio e ficava pedindo para mamar", falou, chorando.
David Uip, infectologista responsável pelo caso da cantora, destacou que a doença se manifestou por conta dos excessos. ''Para mim, está muito claro: ela se excedeu. Fez shows demais, cantou demais, viajou demais e se alimentou de menos'', analisou.
Simaria, por sua vez, também afirmou que não estava satisfeita com o excesso de trabalho. A cantora revelou que já teve tuberculose três vezes. A doença reapareceu como uma espécie de reativação.
"Desde os meus 14 até os 35 anos, trabalhei igual um burro de carga. Já cheguei a fazer três shows em uma noite. Quem tem vida assim? Isso é vida? Não quero mais fazer 30 shows por mês. Eu dormia três horas por noite. Mas o que mais mata a pessoa é a distância de um lugar para o outro, porque é nessa distância que você não tem o que comer e eu acabava comendo sanduíche, porcaria no final do show", relatou a sertaneja.
Simone se emocionou ao falar sobre fazer os shows sozinha. "É muito difícil. Falta um pedaço seu ali no palco. Depois da doença dele, vendo ela assim, eu fiz um check-up para saber como eu estava porque uma depende da outra. Uma é o porto seguro da outro. Se eu pudesse, estaria no lugar dele, porque eu não gosto de ver ela doente, eu fico triste, eu sofro. É ruim".
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