Ministro Marco Aurélio Mello manda soltar Eduardo Cunha, mas ex-deputado seguirá preso em razão de outros mandados
Ex-presidente da Câmara foi preso em outubro de 2016 por decisão do juiz Sérgio Moro. Como há outros mandados de prisão expedidos contra Cunha, ex-deputado seguirá na cadeia, em Curitiba (PR).
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou nesta quinta-feira (28) soltar o deputado cassado Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso desde 2016 na Operação Lava Jato.
Cunha, porém, permanecerá preso em razão de outros mandados de prisão decretados pelas justiças federais de Brasília e do Paraná, em outras ações às quais ele responde por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras e a Caixa Econômica Federal.
Ao mandar soltar Eduardo Cunha, Marco Aurélio Mello derrubou uma prisão preventiva decretada pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte.
Nessa investigação, é apurado o recebimento de propina em troca de favorecimento à Odebrecht e OAS nas obras do estádio Arena das Dunas para a Copa do Mundo de 2014.
Defesa de Cunha
Após a decisão de Marco Aurélio, o advogado de Cunha, Pedro Ivo Velloso, divulgou uma nota à GloboNews na qual afirmou que o despacho do ministro "é um resgate da legalidade e da Constituição".
"Essa prisão era absolutamente ilegal e desnecessária. Decretada em um caso absurdo, em que nem mesmo os delatores de plantão se dispuseram a confirmar a leviana acusação", afirmou o advogado.
Investigações
Relembre abaixo as investigações que motivaram a prisão de Eduardo Cunha:
Fraudes na Arena das Dunas: A Polícia Federal afirma que houve pagamento de propina por empresas a Eduardo Cunha e a Henrique Alves, ambos do MDB, para serem favorecidas nas obras do estádio Arena das Dunas, em Natal (RN), para a Copa do Mundo de 2014.
Fraudes na Caixa Econômica: Cunha foi condenado a 24 anos e 10 meses de prisão pela Justiça Federal de Brasília por envolvimento em fraudesem empréstimos concedidos pela Caixa Econômica Federal.
Fraudes na Petrobras: Cunha foi condenado a 15 anos e 4 meses de reclusão pela Justiça Federal do Paraná por receber propina referente a contratos da Petrobras para a exploração de petróleo no Benin, na África.
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