11 Governadores protestam contra Moro e denunciam perseguição a Lula
Em carta, Governadores afirmam que Lula não pode ser beneficiado por privilégios ilegais, mas também não pode ser perseguido, como tem sido
Governadores dos nove estados do Nordeste além dos de Minas Gerais e do Acre, publicaram nesta segunda-feira (09) uma Nota Oficial no qual eles condenam a atitude do Juiz Sérgio Moro de obstruir a decisão do desembargador Rogério Favrero, para libertar o ex-presidente Lula.
Também na carta, os governadores protestam contra a pressa do desembargador Carlos Flores para rever a soltura e consideram que o Judiciário está agindo de maneira parcial.
Confira a nota na íntegra:
Na manhã de hoje, o povo brasileiro recebia a auspiciosa noticia da libertação do Presidente Lula. O Desembargador competente para apreciar liminares durante o plantão reconduzia o Brasil à senda da legalidade democrática e respondia às aspirações nacionais de reconstitucionalização do país.
A condenação do Presidente Lula se deu de forma contrária às leis brasileiras e à jurisprudência de nossas cortes superiores. A decisão condenatória foi proferida por magistrado desprovido de competência legal, cujas condutas tem revelado, reiteradamente, total ausência de imparcialidade. Basta lembrar da divulgação ilegal de diálogos telefônicos mantidos pelo Presidente Lula, que foi prontamente rechaçada pelo Supremo Tribunal Federal.
Agora, o mesmo magistrado, atipicamente, se insurgiu contra a decisão do desembargador de plantão, determinando às autoridades policiais que se abstivessem de cumpri-la. Essa atitude revela muito mais que zelo na condução dos processos submetidos à sua jurisdição: revela inaceitável parcialidade, além de desprezo pela organização hierárquica do Judiciário.
De modo ainda mais atípico, o Desembargador prevento antecipa o retorno de suas ferias e avoca o julgamento do habeas corpus, revogando a liminar concedida.
Lula, como todos os brasileiros, não pode ser beneficiado por privilégios ilegais. Mas também não pode ser perseguido, como evidentemente tem sido.
Apenas a aplicação imparcial das leis que dispõem sobre a liberdade e as condições de elegibilidade podem dar lugar a eleições legitimas em 2018.
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