Cidades com portos, como Maceió são alvos para operações do PCC
Informação foi divulgada pelo promotor que coordenada investigações contra a organização
Lincoln Gakiya é o promotor responsável por denunciar criminalmente mais de 300 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos últimos cinco anos. Em entrevista a Revista Exame nesta sexta-feira (13) ele explicou que cidades do Norte e com portos estão sendo monitoradas pelo grupo para operações de tráfico.
Para ele, o PCC quer reforçar a presença dele em Estados com portos. “Eu não tenho dúvida. Onde existem portos e na Região Norte, em razão da fronteira com países produtores de cocaína”.
O promotor foi quem coordenou as investigações divulgadas esta semana, onde lideranças da organização estavam orientando membros a entrarem nas facções rivais para desarticular a concorrência. Nos trabalhos foram encontrados bilhetes que circularam em Alagoas.
“Esse é um problema do Brasil. Não é mais de São Paulo. O PCC não é só a maior organização do País, mas a maior da América do Sul, em termos numéricos e de movimentação financeira, até porque os cartéis colombianos se esfacelaram. O PCC é hoje um problema internacional. Ele é uma grande preocupação para a Secretaria Nacional Antidrogas, do Paraguai. Já existe um monte de paraguaios integrando o PCC. Assim como na Bolívia. O PCC não tem fronteiras e conta com a ineficiência do Estado brasileiro”, colocou.
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