PF cumpre mandados no Rio de Janeiro e Bahia sobre fraudes na exportação de pedras preciosas
Três mandados de prisão estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro e outros dois na Bahia.
Operação Lava Jato cumpre cinco mandados de prisão na manhã desta terça-feira (4) na Operação Marakata. Três deles são no Rio de Janeiro e outros dois na Bahia. Este é um desdobramento da Operação Câmbio Desligo. O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal investigam um possível esquema de evasão de divisas, sonegação fiscal envolvendo pedras preciosas de uma empresa que movimentou R$ 44 milhões no banco paralelo do doleiro Dario Messer, que segue foragido.
Os agentes chegaram no começo da manhã ao prédio onde mora uma das investigadas, Daisy Tsezanas, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela foi levada pelos agentes por volta das 9h. Além dos três mandados de prisão no Rio, a PF cumpre outros seis de busca e apreensão.
As investigações desta fase da Lava Jato têm como base as delações de Vinícius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, doleiros que foram presos no Uruguai por envolvimento no esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral.
A empresa Comércio de Pedras O S Ledo LTDA exporta pedras preciosas, principalmente esmeraldas, para países como Índia e China. De acordo com o MPF, a companhia compra as pedras na cidade de Campo Formoso, no interior da Bahia.
Gilvan da Silva Diniz foi preso em Campo Formoso. Há um mandado de prisão contra outro homem na cidade, mas ele ainda não foi encontrado
A Lava Jato suspeita que o preço declarado pelas exportações, pago oficialmente à empresa brasileira pelos compradores estrangeiros, era subfaturado. Os investigadores analisam se o excedente, que completaria o preço real da compra pelas pedras, seria pago “por fora” pelas empresas estrangeiras e transferido para os operadores da rede de offshores de Messer.
Segundo os investigadores, esta fase da Lava Jato não possui relação direta com políticos ou outros agentes públicos. O dinheiro excedente ficava no exterior e seria repatriado quando a empresa responsável pela venda das pedras preciosas precisava dele para pagar fornecedores e garimpeiros, por exemplo.
Veja também
Últimas notícias
Datafolha 2º turno: Lula e Flávio têm 45% das intenções de voto
Milton Naves, locutor mineiro, morre aos 70 anos
Maceió Abraça o Mundo avança para segunda etapa de intercâmbio estudantil
Mendonça avalia medida após troca na PF em caso que cita Lulinha
Criminosos invadem casa e executam morador em Maribondo, interior de Alagoas
Operações da Polícia Militar recuperam 11 motos roubadas em Rio Largo
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Jovem morre após complicações de dengue hemorrágica em Arapiraca
Estudantes se formam na Uninassau Arapiraca e descobrem que curso não é reconhecido
