Sindjus-AL divulga nota de repudio à fala de Eduardo Bolsonaro
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas (Sindjus-AL) divulgou na noite desta quarta-feira (24), nota pública de repudio as declarações de Eduardo Bolsonaro, filho do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL).
Com a posição, o Sindjus-AL se junta a inúmeras organizações e personalidades políticas, que declararam repudio a declaração do deputado federal pelo Rio de Janeiro, Eduardo Bolsonaro, que durante palestra falou que “Se quiser fechar o STF, basta mandar um soldado e um cabo”.
Na nota, o sindicato ainda exige respeito aos servidores do Judiciário e ao Estado Democrático de Direito, e repudia a criminalização aos movimentos sociais e às minorias, ao preconceito, autoritarismo, a incitação ao ódio e as notícias falsas.
Confira na íntegra a nota divulgada pelo Sindjus-AL
"Por respeito aos servidores do Judiciário, ao Estado Democrático de Direito e contra o autoritarismo
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas (Sindjus-AL) soma-se a inúmeras organizações de trabalhadores para exigir respeito aos servidores do Judiciário e ao Estado Democrático de Direito, em destaque aos servidores da Justiça Eleitoral, que vêm sendo reiteradamente atacados, tendo sido colocada em dúvida a credibilidade do trabalho. A declaração do filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL), de que “se quiser fechar o STF, basta mandar um soldado e um cabo” deixou claro o risco às instituições brasileiras.
Diante da violência e fragilidade da Justiça Eleitoral nas eleições, o Sindjus-AL repudia a criminalização aos movimentos sociais e às minorias, manifestando-se contra o preconceito, o autoritarismo, a incitação ao ódio, as falsas notícias disseminadas nas redes sociais, bem como a declaração do referido presidenciável pela extinção dos sindicatos, que busca enfraquecer o Estado Democrático de Direito e dos direitos humanos, que foram conquistados através das lutas da classe trabalhadora.
O Sindjus-AL reafirma sua luta em defesa do Estado Democrático de Direito; pela revogação da EC 95, que congelou por 20 anos os investimentos no Setor Público; pela revogação da Reforma Trabalhista, que extinguiu direitos trabalhistas e engessou a Justiça do Trabalho, a qual corre risco de extinção; contra a Terceirização, que precarizou relações de trabalho e já atinge o Setor Público; contra a Reforma da Previdência, que retira o direito à aposentadoria dos trabalhadores; pela manutenção da estabilidade, que garante ao servidor público independência na sua atuação.
Unidos em defesa da democracia, no combate à retirada de direitos e ao autoritarismo."
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