Não é porque é meu filho que vai ficar isento, diz Bolsonaro sobre Eduardo
O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) subiu o tom nesta segunda-feira (22) ao falar sobre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho, depois que declarações dele sobre a possibilidade de "fechar o STF" (Supremo Tribunal Federal) provocaram reações de ministros da Corte e pedidos de investigação.
"Ele errou. É jovem. Se tiver algo para pagar, que pague. Não é porque é meu filho que vai ficar isento", declarou o candidato ao Palácio do Planalto, em entrevista gravada à tarde para o Jornal da Record. O vídeo foi publicado pelo próprio Bolsonaro em suas redes sociais, antes mesmo da exibição na televisão.
Em mensagem postada nas redes sociais ontem à tarde, Eduardo afirmou que o vídeo "não é motivo para alarde".
"Se fui infeliz e atingi alguém, tranquilamente peço desculpas e digo que não era a minha intenção", afirmou em mensagem nas redes sociais.
Na gravação, ele responde a pergunta sobre uma hipotética possibilidade de ação do Exército em caso de o Supremo impedir que Bolsonaro assuma a Presidência e diz "bastam um cabo e um soldado para fechar o STF".
O ministro Celso de Mello, decano da Corte, chamou a fala de 'inconsequente e golpista".
Sem citar Eduardo nominalmente, o ministro Alexandre de Moraes disse que as declarações do deputado são "absolutamente irresponsáveis" e defendeu que a PGR (Procuradoria-Geral da República) abra uma investigação contra o parlamentar por crime tipificado na lei de segurança nacional.
Deputado federal como o filho, Bolsonaro disse ter sido surpreendido pelo vídeo, que veio à tona neste domingo (21), mas foi gravado em julho, durante participação de Eduardo em uma aula para concursos públicos. "Até no primeiro momento quando me perguntaram sobre isso eu falei 'olha, quem pensa dessa maneira tem que consultar um psiquiatra'. E é verdade", comentou.
"E ele me disse, o garoto, que foi há quatro meses, uma pergunta sem pé na cabeça, e que ele resolveu justificá-la. Errou, já pediu desculpas, eu já o adverti no tocante a isso, e reitero aqui o meu compromisso de respeito e admiração por todos os Poderes da República", declarou o presidenciável.
Apesar de ser chamado de "garoto" pelo pai, Eduardo tem 34 anos e foi eleito no início do mês para o segundo mandato na Câmara dos Deputados. Ele teve a maior votação de um deputado federal na história do Brasil.
Bolsonaro, no entanto, ressaltou que o filho já se desculpou e reconheceu o seu erro. "Eu acho que isso é a melhor forma de demonstrar à sociedade que ele está aprendendo, de forma mais difícil, né?", disse.
Afirmou ainda que Eduardo é uma pessoa que "pode colaborar, e muito, dentro do Legislativo, e ao meu lado, caso eu venha a ser presidente, inclusive ajudando-nos em políticas no tocante ao Judiciário."*
"Eu acho que isso, da minha parte, não é como pai, é como cidadão, é uma página virada da história, infeliz por parte dele. E eu repito: ele já se desculpou e eu o adverti severamente", completou.
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