Substituta de Moro nega pedido de Lula para ser interrogado de novo
A juíza federal substituta Gabriela Hardt negou, nesta terça-feira (13), o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ele fosse interrogado novamente no processo que apura um esquema de corrupção envolvendo contratos entre a Odebrecht e a Petrobras.
Nesta ação, Lula é acusado de ter sido beneficiado com um terreno na capital paulista para o instituto que leva seu nome –mas que nunca foi utilizado-- e o aluguel do apartamento vizinho ao dele em São Bernardo do Campo (SP).
A defesa argumentava que, com a saída do juiz federal Sergio Moro, titular da ação, o novo interrogatório permitiria o contato presencial com a nova julgadora, o que seria "fundamental para o exercício do contraditório". Moro conduziu todo o processo e interrogou Lula em setembro do ano passado.
Apesar da negativa, Lula e a juíza substituta irão se encontrar pela primeira vez na quarta-feira (14), quando o ex-presidente será interrogado em outro processo, o que envolve o sítio de Atibaia.
Essa também será a primeira vez que Lula irá deixar a Superintendência da PF (Polícia Federal), onde está preso desde abril, cumprindo pena referente ao processo do tríplex, no qual foi condenado por Moro em 2017.
Procurada pela reportagem, a defesa de Lula ainda não se manifestou a respeito da decisão da magistrada.
Em seu despacho, ela disse não existe razão na argumentação e que não há "que se falar em qualquer afronta ao ordenamento jurídico".
"Observo que os depoimentos das testemunhas e dos acusados foram todos gravados em mídia audiovisual e estão à disposição do Juízo, que irá analisá-los oportunamente, antes da prolação [do anúncio] da sentença", escreveu Hardt.
A juíza ainda deixou em aberto a possibilidade de "eventualmente determinar a repetição das provas já produzidas". "O que é uma faculdade, e não obrigatoriedade", pontuou.
A sentença pode ser proferida pela magistrada a qualquer momento desde o último dia 5 de novembro.
A acusação, formada pela Petrobras e pela força-tarefa da Operação Lava Jato, além das defesas dos réus já apresentaram suas alegações finais no processo.
É possível, porém, que Hardt não seja a responsável por proferir a sentença. Como não há prazo para isso, a decisão sobre condenar ou absolver os réus poderá ser tomada por um terceiro juiz, o que substituirá Moro de forma definitiva.
Assim que ele pedir exoneração do cargo, em janeiro para assumir o Ministério da Justiça e Segurança, será aberto um processo de substituição.
Hardt, então, deverá ficar à frente da 13ª Vara Federal em Curitiba até o primeiro trimestre do ano que vem.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
