Pedaços do órgão genital de jogador Daniel serão mantidos no IML
O pênis de Daniel foi encontrado cinco dias após a localização do corpo do jogador, em cima de uma árvore
Os laudos do Instituto Médico legal (IML) não puderam afirmar detalhes da morte do jogador Daniel Corrêa, assassinado no dia 27 de outubro, após participar de uma festa na casa da família Brittes, em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR).
Edison Brittes Júnior confessou ser o autor do crime, mas se recusou a contar o que aconteceu no dia do assassinato. Daniel foi encontrado morto sem o órgão genital e com o pescoço cortado.
Por isso, segundo destaca o UOL, quase um mês depois e mesmo tendo os relatórios periciais anexados ao inquérito, os fragmentos do órgão mutilado serão mantidos pelas autoridades como possível contraprova no decorrer do processo.
O inquérito está em análise pelo Ministério Público e o pênis mutilado é uma parte importante para as investigações, pois as circunstâncias da mutilação podem ajudar a determinar por quais crimes e seus qualificadores os suspeitos serão condenados ou não.
A perícia não encontrou a arma usada para matar Daniel e, portanto, baseou suas conclusões na análise apenas do órgão do jogador.
O pênis de Daniel foi encontrado cinco dias após a localização do corpo do jogador em cima de uma árvore, próximo ao local onde o corpo da vítima foi colocado. A degola e o corte do pênis foram feitos por um objeto extremamente afiado, segundo concluiu a perícia.
Ainda de acordo com o UOL, partes do órgão devem ser mantidas no IML e podem ser analisadas novamente no curso do processo. Os outros fragmentos serão restituídos à família do jogador ou, se não houver interesse, descartados de maneira apropriada.
"O órgão vai sofrer o mesmo processo do corpo do Daniel. Vai ser avisada a família se quiser dar o destino normal, como uma parte do corpo. O que precisávamos de provas dele já extraímos fragmentos que estão armazenados no IML", disse Paulino Pastre, diretor do Instituto Médico Legal de Curitiba.
A cronologia do crime e das agressões são importantes para determinar em que momento a vítima teve seu órgão genital cortado (se antes ou depois da morte) e definir se o assassinato houve "meio cruel", que segundo o Código Penal, é causar sofrimento desnecessário à consumação do homicídio.
Edison Brittes Júnior, Ygor King, David Vollero e Eduardo Silva foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver; Allana e Cristiana Brittes, por coação de testemunha e fraude processual; Eduardo Purkote por lesão corpoal grave.
O advogado de defesa da família Brittes, Cláudio Dalledone Júnior, afirmou que contratará períca particular para uma nova análise dos laudos anexados ao inquérito.
O advogado da família de Daniel, Nilton Ribeiro, afirma que os laudos comprovam a tortura. "Os elementos da coautoria estão presentes e isso soma às denúncias. Isso vai somar à sentença com a elevação da sentença. O laudo eu já tive oportunidade de dar uma lida e não deixa dúvida com relação à tortura. As fotos do rosto do Daniel, o rosto deformado. Isso foram agressões antes da morte. Isso vem somar com o que vimos: um crime bárbaro e cruel", comentou.
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