Caso Tatiane Spitzner: 13 testemunhas depõem no 1º dia da audiência
O acusado matou a mulher, jogou pela sacada e, em seguida, recolheu o corpo e o levou de volta para o apartamento
O primeiro dia de audiência do caso da morte da advogada Tatiane Spitzner terminou às 23h25 de terça-feira (11). Durante aproximadamente dez horas, foram ouvidas 13 testemunhas no Fórum de Guarapuava, na região central do Paraná.
Entre as testemunhas, eram oito de acusação e seis comuns – ou seja, das duas partes: defesa e acusação. Houve meia hora de intervalo, ao longo da audiência.
Ao todo, 14 testemunhas tinham sido indicadas, mas um policial civil foi dispensado.
Luis Felipe Manvailer, ex-marido de Tatiane e autor do crime, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), acompanhou os depoimentos, com exceção do primeiro, pois a testemunha não quis que ele ficasse. Então, ele foi para uma outra sala.
Luis Felipe é réu no processo pelos crimes de homicídio com quatro qualificadoras (asfixia mecânica, dificultar defesa da vítima, motivo torpe e feminicídio), cárcere privado e fraude processual.
O réu ficou sentado do lado esquerdo da sala, onde estavam a juíza Paola Gonçalves Mancini, dois promotores de justiça, assistentes de acusação e os advogados de defesa de Manvailer. Ele ficou todo o tempo sob a escolta de um policial militar.
Entre as testemunhas ouvidas estão Caroline Ferreira, amiga de Tatiane, o delegado de Guarapuava, Bruno Maciozek, e dois policiais civis, que são investigadores de polícia.
A amiga de Tatiane falou sobre relacionamento do casal e de reclamações da vítima sobre Luís Felipe.
O delegado foi questionado sobre condução das perícias, como, por exemplo, a reprodução simulada da queda de nível. O depoimento dele foi o mais demorado, durou cerca de uma hora.
Uma amiga de infância de Tatiane também prestou depoimento. Ela relatou reclamações de Tatiane sobre o relacionamento e que a vítima queria se separar.
Outros depoimentos foram de um casal de vizinhos de Tatiane e Luis Felipe. A mulher disse que viu Tatiane debruçada na janela. O marido dessa vizinha chamou a polícia.
Uma testemunha, que estava em um local de lanches próximo ao prédio, contou que viu o corpo de Tatiane no chão e chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A audiência continuará na quinta-feira (13), com previsão de início às 9h. Outras 15 testemunhas vão ser ouvidas, e Luis Felipe deve ser interrogado.
A defesa de Luis Felipe está questionando laudos. O corpo de Tatiane chegou a ser liberado para a funerária logo após a morte e, depois, o Instituto Médico-Legal (IML) requisitou de volta para exames complementares.
Para a defesa, essa "ida e volta" compromete a credibilidade dos exames. Porém, o auxiliar de necropsia ouvido na audiência de terça-feira disse que esse fato não afeta os resultados. Com base nisso, MP-PR sustenta que laudos estão valendo.
Relembre o caso
Conforme o MP-PR, Luis Felipe matou a mulher, jogou pela sacada e, em seguida, recolheu o corpo de Tatiane e o levou de volta para o apartamento.
O marido foi preso horas após o crime ao sofrer um acidente de carro na BR-277, em São Miguel do Iguaçu, a 340 quilômetros de Guarapuava. Ele disse que se acidentou porque a imagem da esposa pulando a sacada não saía da cabeça dele.
A defesa dele pediu por duas vezes a suspensão do processo.
Os advogados alegaram impossibilidade de apresentar uma resposta à acusação porque, na denúncia, a promotoria não deixava claro quando, onde, e como Tatiane Spitzner morreu.
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