Eclipse mostrará todas as fases da lua neste domingo (20)
Fenômeno poderá ser visto durante cinco horas e 12 minutos
Olhos atentos para o Oeste para contemplar um dos mais belos fenômenos astronômicos no fim de semana. A Superlua de Sangue começa na última hora do próximo domingo (20) e segue pela madrugada da segunda-feira (21), com duração total de cinco horas e 12 minutos.
Além de a lua cheia se apresentar maior e com mais brilho do que o normal, o astro passará por um eclipse total, com todas as fases visíveis. Algo que não acontecia desde setembro de 2015. “E acreditamos que ela estará ainda mais vermelha do que nos eclipses que acompanhamos anteriormente”, explica oastrônomo James Solon.
James Solon é professor de astronomia e faz parte do Grupo de Astronomia de Pernambuco. Ele explica que o eclipse lunar só pode acontecer em noite de lua cheia, mas que esse evento específico será ainda mais especial. “A lua cheia vai estar 14% maior do que o normal e com 30% a mais de brilho. A dica é priorizar locais onde se possa observar bem o sentido Oeste, que é onde o sol se põe”, conta.
Em julho de 2018, a lua passou por um eclipse, porém parcial, que só pôde ser visto do meio para o fim do fenômeno e, ainda assim, muitas nuvens teimaram em atrapalhar a vista dos admiradores. “Mas todo o País poderá ver esse.” O eclipse começa às 23h36 do domingo e termina às 4h48 da segunda-feira. À 0h33 será possível ver a fase parcial, quando a sombra da Terra fica mais visível. “É quando começamos a ver a lua sombreada”, explica Solon. O início da fase total será à 1h41.
“Quando ela fica toda vermelha, toda coberta”, continua o professor. O auge dessa fase será às 2h12. “Essa fase dura até 2h43. Esse é o último minuto para ver a lua totalmente escura.” Depois, a Terra começa a sair da frente e se inicia o processo final. “Das 3h50 às 4h48 é o fim do eclipse, uma penumbra, que poucas pessoas notam”, explica o astrônomo. Esses horários são locais, referentes ao Estado de Pernambuco. “De 0h33 até 3h50 é o horário ideal para quem quiser ver a lua totalmente escurecida.”
E o fenômeno se torna ainda mais especial porque a lua terá um tom mais forte de vermelho. “A lua fica vermelha porque a sombra que é projetada nela durante o eclipse tem a luz desviada pelas partículas da atmosfera da terra. E provavelmente nesse eclipse a lua esteja ainda mais escura do que em outros por causa das recentes erupções vulcânicas”, explica Solon.
O vulcão Etna, na Itália, entrou em erupção no dia 24 de dezembro de 2018. No dia anterior, 23 de dezembro, o vulcão Anak Karakatoatambém entrou em erupção na Indonésia. “As partículas podem passar de seis meses a um ano em suspensão na atmosfera e provavelmente vão influenciar no eclipse. Tem muitas chances de ficar bem mais vermelho do que o normal. Há, ainda, as partículas provenientes da poluição humana”, ressalta o professor.
Ele, junto com outros professores e estudiosos, vai para Varzinha, um distrito de Serra Talhada, no Sertão, acompanhar a influência do fenômeno no comportamento vegetal e animal. Também vão levar telescópios que serão instalados em uma praça na noite anterior para que a população local possa ter a oportunidade de observar a lua e as estrelas sob uma nova perspectiva.
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