Bandidos incendeiam ônibus e caminhão de lixo no Ceará
Até a manhã, 403 suspeitos de participar dos ataques orquestrados já tinham sido presos

Dois ataques criminosos foram registrados nas últimas horas no Ceará, elevando para mais de 280 o número de ocorrências relacionadas à onda de violência que atinge o estado desde o último dia 2, quando ônibus, veículos, prédios públicos, estabelecimentos bancários e edificações em vias públicas passaram a ser alvo da ação organizada de criminosos.
Segundo a Polícia Militar (PM), um ônibus foi incendiado em Fortaleza na noite deste domingo (20). Na madrugada de hoje (21), um caminhão de lixo foi incendiado na cidade de Jaguaruana, a cerca de 170 quilômetros ao sul da capital do estado. Ninguém se feriu ou foi detido nas duas ocorrências.
Ainda de acordo com a PM, o caminhão de lixo estava estacionado no Bairro Juazeiro, em Jaguaruana, quando, por volta de 1h da madrugada, indivíduos ainda não identificados se aproximaram, jogaram combustível e atearam fogo no veículo, que ficou destruído.
Já o ônibus da linha 348, também incendiado, no bairro Mondubim, em Fortaleza, não sofreu grandes estragos porque o fogo não se alastrou e logo foi contido. Os criminosos jogaram gasolina no interior do veículo antes de atear fogo.
Ataques
Até a manhão de hoje, 403 suspeitos de participar dos ataques orquestrados já tinham sido presos ou apreendidos (no caso de suspeitos com menos de 18 anos de idade), segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social.
A Força Nacional faz o policiamento ostensivo nas ruas de Fortaleza, em apoio aos agentes de segurança do estado - José Cruz/Agência Brasil
Nos últimos 20 dias, ocorreram ataques em cidades de todas as regiões do estado. A ação, segundo autoridades estaduais e especialistas em segurança pública, pode ser uma reação de facções criminosas à nomeação do secretário de Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque, e ao anúncio de medidas para reforçar a segurança nos presídios, como a não separação de presos em presídios por facção.
Para tentar conter os ataques, o governo estadual convocou cerca de 1.200 policiais militares da reserva para voltarem ao serviço.
No dia 4, o governo federal autorizou o envio de agentes da Força Nacional de Segurança Pública para auxiliar no combate aos ataques. No dia 13, o governador Camilo Santana (PT) sancionou leis que facilitam a adoção de medidas como a convocação dos militares reservistas; o pagamento a quem fornecer informações que resultem na prisão de bandidos ou evitem ataques criminosos no estado, entre outras.
Nesta semana, chegam os primeiros integrantes da Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária, subordinada ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Por razões de segurança, o órgão não informa quantos agentes prisionais serão cedidos por outros estados para integrar o grupo especial no Ceará.
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