Procuradoras do MPF realizam visita técnica ao bairro do Pinheiro, em Maceió
Informações colhidas junto aos moradores do bairro serão utilizadas nas reuniões previstas para os próximos dias 1° e 4 de fevereiro, na sede do MPF
O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, realizou nesta quinta-feira (31), uma visita técnica ao bairro do Pinheiro, em Maceió, como ação de aproximação com o cidadão, verificando in loco a situação dos moradores, a assistência do poder público municipal, o cadastro dos moradores para recebimento de auxílio, bem como as condições gerais do bairro e dos imóveis.
Sob a coordenação das procuradoras da República Niedja Kaspary e Roberta Bomfim, a visita técnica coletou imagens e informações que instruirão o inquérito civil n. 1.11.000.000649/2018-29, instaurado para apurar noti?cia de tremor de terra, no dia 03/03/2018, com epicentro registrado no bairro do Pinheiro, no Munici?pio de Maceio?.
Com a visita, as procuradoras puderam aproximar-se dos anseios dos cidadãos e compreender melhor suas angústias. Carros e caminhões de mudança em operação foram identificados, bem como imóveis já evacuados na área mais crítica. Além das erosões mais aparentes, as procuradoras entraram em imóveis e constataram o risco que os moradores já evadidos estavam enfrentando e os que alguns moradores resistentes à saída ainda convivem.
A procuradora Regional dos Direitos do Cidadão, Niedja Kaspary, ressaltou a importância do contato direto com o cidadão para constatar a real situação do bairro e as necessidades dos moradores. Ao final da visita declarou: “mais que nunca precisamos encontrar uma solução rápida para estes cidadãos. Vimos que a Defesa Civil municipal tem cumprido seu dever com empenho e dedicação reconhecidos pelos próprios moradores, mas estaremos atentos aos cadastros, a fim de garantir que os benefícios sociais do governo federal alcancem seu real fim”.
Para a procuradora da República Roberta Bomfim, a visita foi especialmente proveitosa para melhor compreensão das circunstâncias que hoje os moradores estão enfrentando. “Sempre soubemos que a situação era difícil, afinal é o único bem de muitas dessas famílias, o único teto, mas estar aqui e constatar a gravidade da situação é importante para podermos alertar aos moradores resistentes à saída e também cobrar do poder público responsável a adoção das providências necessárias”.
Todas as informações colhidas sobre a atuação da Defesa Civil, o cadastro dos moradores para recebimento de auxílio moradia, as dúvidas e ansiedades dos moradores do bairro serão utilizadas nas reuniões previstas para os próximos dias 1º e 4 de fevereiro, na sede do MPF.
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