Deputada pede que Município decrete estado de calamidade pública no Pinheiro
Solicitação foi feita durante audiência pública sobre a situação do bairro
Durante a audiência pública realizada na Assembleia Legislativa para discutir a situação do Pinheiro, atingido pelo afundamento do solo e por rachaduras em vários imóveis, a deputada Jó Pereira (MDB) solicitou que o Parlamento indique oficialmente ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), que decrete estado de calamidade pública no bairro.
Segundo a parlamentar, a sessão especial realizada nesta sexta-feira (22), no plenário, deixou claro, principalmente na fala dos moradores, que o Município não tem condições de resolver o problema.
"Ao decretar estado de emergência, como fez a prefeitura, é como se o Município pudesse coordenar os trabalhos, contando apenas com as colaborações dos governos federal e estadual... A situação, no entanto, é maior que Maceió pode abarcar. Pelo que vi hoje, o Município não se organizou para a ocorrência de qualquer calamidade e nem tem ‘perna’ para isso", explicou.
Ela também questionou à Defesa Civil Municipal se havia número de servidores suficiente no órgão e capacidade técnica para atender as demandas do bairro, mas não obteve resposta.
“Em caso de decretação de calamidade, quem assumiria a coordenação dos trabalhos seria a Defesa Civil Estadual que, acredito, tem mais efetivo e tem mais experiência em casos de calamidade, como as enchentes ocorridas em 2010 em Alagoas”, completou.
Jó Pereira frisou ainda que a decretação de calamidade beneficiaria, com isenções fiscais, os comerciantes do Pinheiro, que já amargam prejuízos incalculáveis. Conforme dados da Federação do Comércio do Estado de Alagoas (Fecomércio), 95% dos estabelecimentos comerciais locais sofreram perda de receita.
Depois que o deputado Sílvio Camelo (PV) sugeriu uma nova audiência pública, em junho, para possivelmente debater com a sociedade o laudo preliminar do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), ela alertou que ninguém pode esperar tanto tempo: “Podemos não saber as causas, mas sabemos as consequências e elas precisam ser cuidadas desde muito antes".
A deputada criticou também a “disputa política” entre o governador Renan Filho (MDB) e o prefeito de Maceió: "Existe um muro eleitoral que separa os dois governos envolvidos no caso. Eles não conversam entre si e não resolvem o problema, e olhe que nem estamos em período eleitoral".
O comentário faz referência ao visível distanciamento entre os dois gestores, desde o início dos problemas no bairro, há cerca de um ano e, especialmente nos três últimos meses, quando o drama de 27 mil alagoanos vem se agravando.
Relembrando um trecho do discurso realizado nesta semana, na primeira sessão ordinária da nova legislatura, reforçou Jó: " Os gestores, no Brasil e particularmente em Alagoas, precisam exercitar os períodos administrativos, agindo juntos em favor da população, deixando os palanques somente para a época eleitoral", concluiu.
Além de parlamentares e moradores do bairro, participaram da sessão especial representantes de entidades como a OAB/AL, Defesas Civis Federal, Estadual e Municipal, Poder Judiciário, Ministério Público Federal e Defensoria Pública.
Veja também
Últimas notícias
Justiça italiana autoriza extradição de ex-deputada Carla Zambelli
Esquilos são flagrados “fumando” vapes em parque e cena viraliza
Saiba quais trechos de rodovias estaduais foram federalizados em Alagoas
Thais Carla “estranha” mudança no corpo após emagrecer 90 kg
Real Madrid operou Mbappé errado? Entenda meme que viralizou nas redes
Filiação de Gaspar ao PL confirma plano vazado em anotações de Flávio Bolsonaro
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
