Trabalhadoras rurais realizam ato em defesa da Reforma Agrária
Cerca de 1000 camponesas iniciam a 'Jornada de Lutas das Mulheres Sem Terra'
Vindas de todas as regiões do estado de Alagoas, trabalhadoras rurais Sem Terra participam, nesta quinta-feira (7), de um ato político em defesa da Reforma Agrária. A concentração ocorreu às 10h30, na Praça Deodoro, no Centro de Maceió. O ato além de denunciar os ataques do governo Bolsonaro à Reforma Agrária, reafirma o papel e o compromisso das mulheres na luta pela terra e pela produção de alimentos saudáveis para o povo brasileiro.
Dando início a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, as camponesas de Alagoas lançam ainda a “Carta das Mulheres Sem Terra à Sociedade”, onde expressam a posição das trabalhadoras e convocam o conjunto da sociedade para a luta em defesa dos direitos.
De acordo com Débora Nunes, da Coordenação Nacional do MST, são cerca de 1000 mulheres que iniciam a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra no estado, organizadas na Comissão Pastoral da Terra (CPT), no Movimento pela Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento Via do Trabalho (MVT), Movimento de Luta pela Terra (MLT), além das mulheres do MST.
“Nossa Jornada de Lutas é mais um momento de unidade das mulheres camponesas na defesa da Reforma Agrária e pela vida”, destacou a dirigente. “Contra todos os ataques que a Reforma Agrária e os movimentos de luta pela terra têm recebido do Governo Bolsonaro, é a nossa força em luta, organizadas e em movimento que será a resposta aos que se colocam contra a vida digna do povo no campo e na cidade”.
Ainda de acordo com Débora o ato em defesa da Reforma Agrária doará simbolicamente parte da produção de alimentos vindas dos acampamentos e assentamentos do estado de Alagoas à população. “Além de um ato de partilha e solidariedade, esta é uma demonstração do que é produzido no campo alagoano e uma convocação à sociedade à defesa na luta pela Reforma Agrária”.
Jornada de Lutas
Com o lema “Pela Vida das Mulheres, Somos Todas Marielle!” a Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra relembram o legado de Marielle Franco, vereadora na cidade do Rio de Janeiro, lutadora e defensora dos Direitos Humanos. A Jornada marca a passagem do 8 de março, dia internacional de luta das mulheres, a Reforma Agrária, o combate a violência às mulheres e denunciar o ataque à aposentadoria, proposta pela Reforma de Previdência do atual governo.
As camponesas que já montam acampamento na Praça Deodoro, no Centro de Maceió, seguem mobilizadas na capital, onde somam-se às mulheres trabalhadoras urbanas para o ato na manhã da próxima sexta-feira (8).
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