Assomal diz que policial civil agiu de “forma covarde” ao abordar coronel
Confusão ocorreu no sábado (27); coronel recebeu um 'mata-leão' de um policial civil
A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal) emitiu uma nota à imprensa, na manhã desta segunda-feira (29), em apoio ao coronel da Polícia Militar, Francisco de Assis, que recebeu um 'mata-leão' de um policial civil, durante uma confusão em uma oficina mecânica no bairro da Santa Lúcia, em Maceió, no último sábado (27). A Assomal afirma que o policial civil, que atendeu a ocorrência a pedido do irmão - proprietário do estabelecimento comercial, agiu de “forma covarde”.
Na ocasião, o coronel da PM teria se irritado em razão de um serviço no veículo e ameaçado funcionários da oficina, razão pela qual o policial civil, irmão do proprietário do estabelecimento, foi acionado e imobilizou o coronel. "Este episódio não foi decorrente de um ato de serviço e mostra claramente, a forma covarde que o policial civil de folga – com o apoio dos funcionários da Oficina de seu irmão, agride ao oficial militar, inclusive, colocando algemas na vítima”, diz trecho da nota.
"Repudiamos a postura do agressor, que como policial civil é conhecedor do ordenamento jurídico brasileiro e sobretudo da responsabilidade inerente a sua condição funcional; o silêncio das instituições e organizações em não se posicionar sobre o episódio nem cobrar apuração rigorosa sobre o caso – como comumente é feito quando a autoria é relacionada a militares e também aos oportunistas que aproveitam situações deste tipo para caracterizar uma suposta 'guerra' entre as polícias civil e militar".
Confira a nota na íntegra:
A Associação dos Oficiais Militares de Alagoas – Assomal vem, por meio da presente nota, manifestar sua solidariedade e irrestrito apoio ao coronel QOC PM RR Francisco de Assis que na manhã deste sábado (27) foi lesionado por um policial civil de folga – irmão do proprietário da HP Auto Peças, localizada no bairro da Santa Lúcia na parte alta de Maceió local onde o citado oficial se dirigiu para reclamar dos serviços prestados no dia anterior em seu veículo.
As imagens amplamente divulgadas em grupos de WhatsApp e nos sites de notícias locais evidenciam, infelizmente, mais um capítulo envolvendo integrantes das forças policiais do estado de Alagoas, contudo, sem a mesma atenção dispensada a casos anteriores. Este episódio não foi decorrente de um ato de serviço e mostra claramente, a forma covarde que o policial civil de folga – com o apoio dos funcionários da Oficina de seu irmão, agride ao oficial militar, inclusive, colocando algemas na vítima.
Ao tomar conhecimento do fato, contactamos o coronel Assis e deixamos a sua disposição o corpo jurídico da Assomal, que o acompanha neste momento na Central de Flagrantes para o devido registro de Boletim de Ocorrência sobre os fatos acima narrados.
Repudiamos a postura do agressor, que como policial civil é conhecedor do ordenamento jurídico brasileiro e sobretudo da responsabilidade inerente a sua condição funcional; o silêncio das instituições e organizações em não se posicionar sobre o episódio nem cobrar apuração rigorosa sobre o caso – como comumente é feito quando a autoria é relacionada a militares e também aos oportunistas que aproveitam situações deste tipo para caracterizar uma suposta “guerra” entre as polícias civil e militar.
Acreditamos nos profissionais honrados que integram as forças de Segurança de Alagoas, independente da instituição que pertençam, pois os bons policiais são técnicos, legalistas e sabem que a luta contra o crime é diária e para ser superada necessita da união de todos.
Por fim, reforçamos que o apoio externado ao coronel Assis – oficial que colaborou de forma efetiva na formação profissional de oficiais e praças, inclusive, policiais civis alagoanos e de outros estados, se estende a todo profissional de Segurança que diariamente atua em defesa da sociedade.
Maceió-Alagoas, 27 de abril de 2019.
Diretoria Executiva de Assomal
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