Rodoviários firmam acordo com empresas sobre reajuste
Categoria trabalhista aceitou proposta de acréscimo de 1,74% no salário e de 5,57% no tíquete-alimentação; mediação foi conduzida pelo Ministério Público do Trabalho
Os trabalhadores do transporte coletivo de passageiros de Maceió e as empresas de ônibus da capital firmaram,nesta quinta-feira, 30, acordo que fixa o reajuste de 5,57% no tíquete alimentação e de 1,74% (inflação do período) no salário da categoria trabalhista. A mediação foi conduzida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), após impasse na definição da Convenção Coletiva de Trabalho dos rodoviários.
Por meio do acordo, ficou definido que o reajuste do salário retroativo dos meses de março a maio deste ano será pago na quinzena de junho. Já o pagamento do tíquete alimentação retroativo de março a junho será realizado no tíquete de julho. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro/AL) aceitou a proposta de reajuste desde que o ganho real seja discutido novamente, logo que haja definição entre as empresas e o Município de Maceió sobre um possível aumento da passagem de ônibus.
A procuradora do MPT Adir de Abreu, que conduziu a mediação, ressaltou a importância do acordo como medida que beneficia toda a sociedade. “Uma sociedade livre, justa e solidária não vive sem transporte coletivo. Embora a falta de emprego e a deficiência econômica gere a busca de transporte clandestino "como um bico", cabe à administração pública zelar para que isso não ocorra. A ela cabe o poder de polícia para que fiscalize e propicie a todo cidadão condições de um sistema de trânsito e de transporte digno”, explicou Adir de Abreu.
De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros (Sinturb/Mac), e conforme discutido em audiência anterior, há a possibilidade de repactuar o acordo coletivo, com a análise de outras reivindicações da categoria. Já a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) informou que segue orientação do Ministério Público Estadual (MPE) para que não haja reposição de tarifas do transporte público antes de uma auditoria que avaliará o contrato e os custos atuais das empresas que firmaram o contrato de transporte coletivo. O levantamento terá início em junho e deve durar, no máximo, até 120 dias.
Proposta inicial aceita
Em audiência anterior, o Sinttro já havia aceitado inicialmente a mesma proposta, mas a categoria cogitava suspender as atividades do transporte coletivo aos domingos, até novas negociações que chagassem a um acordo.
Na ocasião, a procuradora Adir de Abreu pediu que a paralisação das atividades no domingo fosse suspensa – pedido atendido pelos rodoviários – e defendeu uma melhor resposta do Sinturb diante das propostas da categoria.
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